Um canto triste.

Às vezes a única forma que consigo descrever o que sinto é a palavra “agonia”, aquele sentimento que faz o peito palpitar, mas não de uma forma boa a agradável. É pura agonia, incessante, turbulenta, angustiante, sufocante, como se meu corpo fosse pequeno demais para me conter.

Às vezes esse sentimento me faz desejar rasgar minha própria pele para que eu possa me expandir e me tornar um animal alado. Voar finalmente, assim como um pássaro, voar e voar e voar até não ter mais forças.

Às vezes eu acho que nunca voltarei a chão, meu vôo me levará tão além que não haverá mais distinção entre o eu e o ar, seremos um só seguindo nossa própria natureza: fluídos, inconstantes, livres.

Às vezes me pergunto de que adianta me lamentar por uma jaula que eu mesmo posso abrir?

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