Sarau da Resistência contra o golpe em Piracicaba

Uma cidade em movimento na terra onde o peixe para.

Domingo, dia 19 de junho de 2016, diversos artistas e profissionais de diversas áreas caminharam de vários pontos diferentes da cidade: Um cortejo de maracatu, uma passeata LGBT e também uma bicicletada, que seguiram até o Largos dos Pescadores, no Centro da cidade de Piracicaba, no interior Paulista, onde aconteceu o “1º Sarau da Resistência” contra o Golpe.

Um microfone aberto o tempo todo para manifestação de qualquer pessoa presente que tivesse interesse. Um Sarau coletivo que marcou a cidade se posicionando contra o [des]governo dos golpistas que comandam o país atualmente.

A força da união na luta
Secundarista da escola pública lê poesia em microfone aberto

Reuniram-se mais de mil pessoas de diferentes grupos e origens, todos com pelo menos um ponto em comum, o grito ecoado na garganta de “Fora Temer”. Movimentos sociais e coletivos populares também participaram do Sarau, que durou cerca de seis horas com muitas intervenções artísticas, diversificadas entre apresentações musicais, poesias e esquetes teatrais. Muitas instalações foram espalhadas com exposições de fotos e textos, mostrando um pouco das atividades que já acontecem na cidade em defesa de uma democracia mais participativa e menos representativa. Quase uma centena de apresentações rechearam a tarde e a noite daquele domingo caloroso que uniu muitas pessoas querendo fortalecer a resistência contra o golpe político que o país sofreu recentemente.

O Sarau foi apresentado por dois secundaristas em homenagem à centena de ocupações das escolas públicas no ano passado.


“A Guarda Municipal de Piracicaba esteve presente tentando impedir o acontecimento do evento alegando que não havia autorização, mas esclarecemos as autoridades sobre o direito constitucional da livre manifestação popular em locais públicos independente de autorização. Os guardas foram embora, mas realizaram um auto de infração”. Afirmou Márcio de Sessa — Advogado Popular

Apesar do transtorno com os Guardas Municipais, tudo ocorreu bem do início até o final, imperando um clima de união e fortalecimento contra as investidas conservadoras do Congresso Nacional que não tem representado nosso povo. Os artistas presentes prometeram continuar se organizando e se manifestando em suas áreas de atuações em defesa dos direitos humanos e fundamentais, da diversidade sexual, da liberdade da mulher e em defesa das minorias sempre marginalizadas pelas forças do estado. O coro contra o falso governo brasileiro parece crescer a cada dia, em cada cidade, de cada estado desse vasto país.

Texto: Carlos Canedo — Mídialivrista SUP
Fotos: Jaqueline Altomani — Fotógrafa/Mídialivrista SUP 
Vídeo: Rober Caprecci — Videomaker/Mídialivrista SUP
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