Moviecast #1: 40 Anos de Taxi Driver
A Redação
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Algumas considerações sobre o Movieast #1:

Falar sobre cinema, quando se está entre iguais, é uma experiência engrandecedora. Sempre se aprende. Ouvir podcasts sobre cinema é como bater papo, você aprende sem perceber e se diverte no processo.

Se num papo entre iguais há aprendizado, numa conversa com pessoas que possuem mais estofo sobre o tema do que você, esse aprendizado é potencializado e a diversão ainda mais apurada. Nisso, ou seja, no conteúdo do cast, só tenho elogios e são muitos.

Começando pela condução do roteiro que soube organizar bem as etapas da conversa, passando pela escolhas de cada um ao tratar do tema com didatismo na medida certa, pelas opiniões que vinham sempre ao lado de informações que as sustentavam e até, claro, no conhecimento exposto por cada um dos participantes. Tudo indica que esse é um cast promissor e que esse primeiro episódio ficará marcado como o início — de qualidade — de uma história interessante na discussão do cinema no Brasil. Sem puxar o saco do Fábio, já que ele deixou de ser meu professor na faculdade, estão todos de parabéns.

Agora, depois dos elogios, as críticas que espero poder chamar de construtivas. Começando pela edição simples e sem muitos floreios que privilegia o conteúdo, o que é um acerto, mas poderia, mesmo sem tornar o áudio enfadonho e cheio de firulas, deixar o cast mais, digamos, atrativo. Foi quase uma hora de muito conteúdo, mas mesmo assim eu pude sentir o peso desses quase 60 minutos. A edição — que começou primorosa com a escolha da trilha para iniciar o programa — resolveria isso facilmente com alguns diálogos do filme inseridos no decorrer da conversa, talvez mais uma ou outra inserção musical. Detalhes.

Outro ponto a ser melhorado é a citação dos nomes dos participantes mais vezes. Eu conheço as vozes do Thiago e do Fábio, por isso ficava fácil saber quem estava falando em cada momento. Mas para quem não conhece a voz de nenhum dos três e está ouvindo o cast pela primeira vez (o que vai acontecer com ouvintes não apenas no primeiro episódio, mas em muitos outros com o sucesso que prevejo) pode ficar um pouco menos fácil de compreender quem são as pessoas. Nas aulas de radiojornalismo a gente aprende, cedo, que citar os nomes dos entrevistados nunca é demais, já que quem está ouvindo não tem a imagem de quem está falando para reconhecer.

Por fim, parabéns a todos os envolvidos. Prevejo grandes conversas e já tenho a carteirinha de ouvinte.

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