Tomorrowland: A Gourmetização do Namastê
Artur Tavares
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Primeiramente, gostaria de parabenizar pelo artigo, que, por sinal, está muito bem escrito e demonstra uma base de conhecimento ampla. Segundo, eu já fui no Universo Paralello e fui, recentemente, ao Tomorrowland. Ambas as experiências foram realmente prazerosas e diferentes, em partes. Vamos começar pelo lance das drogas; de fato, em ambas, o grau de uso de entorpecentes é o mesmo. Tanto para atingir o mais alto grau de “namastê” na Bahia como para pular feito um retardado no EDM. O EDM, concordo com você, é um lixo. Salvo algumas raras (muito raras) excessões. Mas, o Tomorroland, mostrou ser muito mais que uma rave. É um festival de música eletrônica que aborda todos os gêneros. Digo, TODOS os gêneros mesmo. Quando você categoriza o festival como símbolo número 1 da EDM está sendo, infelizmente, leviano em esquecer os outros palcos vigentes no festival. Tinha palco do Full-on (com grandes nomes, inclusive), palco de low-bpm com Jamie Jones, Solomun, Art Department e tantos outros se apresentando. Tinha o palco do Warung Beach Club (um dos mais undregrounds clubs do Brasil, inclusive), com Gui boratto ditando o rítmo da pistinha com areia e vista ao pôr do sol. Não podemos esquecer o palco DJ Marky & Friends, com o Drum n’ Bass comendo solto, com dinossauros do esitlo como ele próprio e o DJ Patife, além de outras atrações claro. O EDM é sim o destaque principal no mainstage. Mas, o mainstage é mainstream desde do tempo que PSY era moda e Low BPM (leia-se tech-house, techno e deep-house) era underground. Portanto, comparar rave com um festival de música que aborda todos os gêneros, é tendencioso, cara. O Tomorrowland foi do caralho, assim como o Universo Paraello também foi. Eu pude ver grandes nomes do underground em diversas pistas espalhadas pelo recinto e não fiquei travado feito um otário no mainstage.

Como festival de música, o Tomorrowland cumpriu o seu dever. Ofereceu uma puta estrutura do caralho com diversos palcos multi-gêneros para todos os gostos e estilos. O preço, concordo que cerveja estava caro. Mas água à 5,50, me desculpe, já vi em muitos outras festas (inclusive, muitas raves citadas no seu texto) água com valor muito maior. O Universo Paraello é um festival incrível assim como o Tomorrowland também é. Cada um guardando as suas proporções, claro, mas ambos cumprem o objetivo: o primeiro, oferecer uma experiência roots (ou namastê) para o público presente, e o segundo, oferecer uma exeperiência para todos os fãs da música eletrônica.

A música eletrônica só ganha com a chegada do Tomorrowland ao Brasil. E era isso que você deveria exaltar, se você, tivesse ido, com certeza mudaria de opinião, afinal tenho certeza que você não pisaria no mainstage e encontraria grandes experiências nos outros palcos (que por sinal, foram do caralho).

Valeu! Aguardo resposta! :D

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