Batom Rosa

Vinte e cinco de Setembro, não tenho ideia de como as coisas podem acontecer por acaso extraordinário ou por coincidência, desta vez feliz. São só momentos, pequenos momentos, mas muda-se a história de uma vida em poucos instantes.
Era apenas um grampo de cabelo que caiu silenciosamente no chão concretado, ela estava a ajeitar seu cabelo ruivo ondulado Iara, era encantadora com seu corpo periforme, vistosa como uma begônia, senão tão charmosa quanto uma orquídea livre no seu aspecto natural. Eu tive o apelo ao simples toque: “moça! deixaste cair!”, “que susto! obrigada!”. Foi ao se virar que eu pude confirmar tudo aquilo que aqui constatei, vidrei-me em seus lábios delicados com um simples batom rosa em uma visão quase angélica, não tive a audácia de fitar os olhos de tão formosa moça em uma simples regata branca e um jeans rasgado. Quem me dera poder vê-la em outra instância! Pobre, apenas este amor cortês me sustentará, me animando, além, a certeza de que ela terá minha lembrança, ao menos por esta noite.

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