Palpitações

Das sublimes afeições pelas quais regro animosamente, as do sorriso e um olhar elevado são as que de longe mais deixam-me sem ar, extasiado.

Propenso a quedas de penhascos e a se perder nas trilhas sombrias de uma existência que a todo tempo questiona minha integriadade e minha capacidade assimilativa de subverter o medo, não encontro outro refúgio senão no oasís de tua íris, atraente como o chocolate líquefeito e em sua pupila, a gruta para sua alma.

Lábios tão finos e sem muito atento não são capazes, e tu nem o fazes questão (e ainda bem que não), de esconder o manancial de sua original e estrondosa alegria. Belos sorrisos são presentes para um mundo cada vez mais cinza.

Suas narinas formam o caminho para o excitar de seus sentidos, ponha-as próximos ao declive de minhas têmporas e lá encontrarás o mais vintage dos carinhos, tão doce e inebriante capaz de desnudar a moral e despertar o instinto mais puro.

Ouça-me, surrussossurros. E assim se constroem dos momentos o mais mágico e dramático, mas não menos memorável.

Like what you read? Give Sidney Pereira a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.