A ARTE DE CAVAR BURACOS EM GURPS

Este artigo foi gerado com as respostas a um posto meu no grupo GURPS Group Brasil do Facebook. Minha proposta foi a de criarmos plots onde a proeza física Cavar faça sentido ou até mesmo seja central em um plot. Resolvi fazer isso pois sempre tem quem perturbe jogadores de GURPS com a balela de que GURPS é difícil e tem “regras demais”, usando a regra Cavar como exemplo. Bem como é sabido, GURPS é um “sistema” e não um RPG. Selecionar as regras que são relevantes na sua história, cenário e estilo de jogo é como montar seu RPG,por assim dizer. A comunidade topou a brincadeira proposta e abaixo vocês podem ver possibilidades criativas de uso da mais injustiçada das regras de GURPS: Cavar. As ideias estão na ordem em que apareceram nos posts.


Uma competição onde pessoas se vestem de piratas e cavam em uma ilha artificialmente construída. Se você achar o baú de tesouro ganhou, mas pode achar também armadilhas e monstros durante a competição. Além disso pode achar ferramentas que aceleram o processo de cavar (mas não muito a ponto da coisa funcionar sozinha). (Silas)


Vocês mataram o barão, agora têm que levar o corpo pra longe e enterrar antes que alguém chegue e descubra. Assim como editar os vídeos das câmeras de segurança para não mostrar vocês lá.(Leonardo Ribeiro)


Vocês têm que capturar um gliptodonte. (Leonardo Ribeiro)


Rpg de pirata, onde é preciso achar o tesouro no meio de pistas falsas, e como tem vários grupos procurando o tesouro ao mesmo tempo, seria importante tanto achar o tesouro como a velocidade que se leva para cava-lo. (Sérgio Anderson Chaves Rocha).


Em 12 horas um exército vai chegar à vila onde estão os heróis. Esse exército tem carros de guerra e a melhor e maior cavalaria do reino, balistas e catapultas.
Existe um artefato mágico enterrado no centro da vila ( precisam cavar um buraco em rocha, para cair em um labirinto onde tem o minotauro e eventualmente o tal artefato ) a única chance dos pjs é armar armadilha para o exército, inviabilizando a cavalaria, deixando os carros de guerras a uma distância segura da vila ( superior ao alcance das armas ).
Trincheiras, túneis, e o próprio labirinto podem ser usados como armas ( o artefato vai estar abaixo de muitos metros de rocha, inviabilizando pegar o objeto e fugir, pois levaria semanas cavando até ele, porém com poucas horas se abre um buraco no teto do labirinto ).

Ahhh, se o exército pegar o artefato, o grande general vai virar um demolich e trazer trevas para todo mundo. (Samuel Santiago).


O grupo faz parte de uma companhia construtora de moradias para Hobbits. Os personagens podem variar entre anões, gnomos ou ate humanos de baixa estatura que vão viver aventuras escavando montes e masmorras para trabalharem ou viverem nelas. Necessário três personagens com NH cavar buracos acima de 11 e um que seja mestre de obras pra comandar os construtores.

Pronto, sejam felizes.


Um grupo de mineiros é pego em uma explosão e os que não morreram estão presos. Ajuda da superfície é impossível. As únicas coisas de que dispõe são: algumas pás e picaretas, além do conhecimento que têm dos túneis que revela uma possível alternativa. O tempo é crucial. Eles precisarão cavar pela vida! (Silas).


As regras para cavar buracos são bastante úteis num pequeno grupo defendendo uma vila de qualquer tipo de bandidos. monstros ou bárbaros. Fazer valas para defender, fossos, armadilhas…
No império Romano o soldado andava com uma pá na mochila… César conquistou a Gália com esse tipo de técnica… Cercando com valas e outras técnicas para impedir que chegassem reforços na cidade..

E também é bom pra conseguir penetrar muros… Técnica básica do império romano também, uns defendem o resto do grupo fazendo muralha de escudos e os outros cavam a muralha. Acho essa opção mais emocionante porque tem um fator limitante de tempo, alguns combates eventuais.

E assim invadir uma fortaleza, com todo tipo de armadilhas… e a saída precisa ser cavada também… Alguns inimigos ou monstros da fortaleza só poderiam ser derrotados com armadilhas do tipo fosso… (Marcelo De Carvalho Ortolani)


Primeira Guerra Mundial, o grupo faz parte de uma guarnição perdida que encontrou um ponto de fornecimento de água próximo a um rio, mas o exército alemão também encontrou e trincheiras precisam ser cavadas. (Eduardo Felipe)


Um vampiro perdido em campo aberto, está amanhecendo e ele não tem abrigo à frente, precisa cavar e se enterrar até anoitecer.

Ou o vampiro é um prisioneiro que precisa ser levado para algum lugar e o grupo perdeu seu único abrigo, tendo que cavar as pressas um esconderijo antes que o sol apareça, em bem pouco tempo.(Vinicius Vicente Lutz).


Em uma campanha do tipo space, destruindo um asteroid ao melhor estilo Armagedon ou Impacto Profundo, ou talvez uma campanha cyberpunk onde os personagens dentro do mundo de realidade virtual deveriam “escavar” os segredos necessários para alcançar instruções no núcleo a partir de um avatar.(Cícero Oliveira).


Ninguém ainda mencionou cavar túneis pra escapar da prisão? Algo tipo Um Sonho de Liberdade misturado com Oz, tendo que sobreviver lá dentro até a fuga estar pronta. (Cloves Meneghin).


Agora que li quase todas as respostas (não li as discussões sobre “quem usa house-rule não joga GURPS”, sinceramente)…
Idéia nova não tenho. Creio que já deixaram idéias muito melhores aqui do que qualquer uma que eu poderia deixar. Mas falo que já usei regra de cavar buracos algumas vezes em mesas minhas, após os PJs ficarem soterrados. E quando o ar está acabando, e tua esperança é o cara que está do outro lado cavando, essa regra se torna bastante importante.
Mas confesso que foram acontecimentos em aventuras que levaram ao uso da regra, e não aventuras focadas no uso da regra. (Lucas Emanoel Etc).


Assaltantes devem cavar um túnel que atravessa a rua até o cofre de um banco em um feriado prolongado, 4 dias.
Uma corrida contra o tempo!!!
Acho que já escutei essa notícia em algum lugar!!!
Rsrs (Elton Aramil).


É isso pessoal! Obrigado a todos que participaram!! Foi divertido pra mim e espero que também possa ser útil para alguém, nem que seja como inspiração para algo maior.

Silas M. Lima

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