Àqueles que acreditam na falsa representatividade atrelada ao consumo

Um segredo muito escondido do sistema capitalista é que: ele fabrica excluídos, são os excluídos que ocupam subempregos e os mesmos costuram nossas roupas. E ainda mais, os mesmos chefes de estado (falo das grandes corporações e multinacionais), que oprimem os trabalhadores, irão acompanhar as “mudanças” morais da sociedade, irão até fazer propagandas bonitas a respeito de assuntos como liberdade sexual e questão de gênero, mas não se engane. Isso tudo será para não mover um pingo da grande estrutura e fazer com que as pessoas tenham em mente que o mundo está melhorando. O grande lance é fazer com que você consuma e se mantenha alienado, mantenha-se na inércia.

A representatividade contida nos anúncios de multinacionais (avon e afins) é ilusória, não passa de uma performance. A exploração capitalística também pode se mostrar como apoiadora de causas sociais, não subestime a inteligência da mesma. É tudo pra manter indivíduos pós-modernos (nós) na verdadeira e quase ínfima prisão: O consumo.
 Preste atenção: A avon (multinacional estadunidense), é parceira de consultora de vendas, e mantém esse quadro porque assim não precisa lidar com direitos trabalhistas. Isso é tanto verdade que, em 2015, foi necessário a intervenção do TRT para que a empresa reconhecesse o vínculo empregatício junto à consultoria. Não é hilário? Enfadonho? Contraditório? É essa empresa que se gaba por ter representatividade, e pior, tem o total apoio de formadores de opinião da juventude pós-moderna.

Em tempos líquidos, somos o que temos, somos o que consumimos; E infelizmente (queria que não fosse verdade), não houveram verdadeiras mudanças ao assistir um comercial com a presença de negros e LGBT´s, apenas destrinchamentos e solubilidades nas nossas regras de conduta. Ainda somos subordinados à superestrutura oportunista que encobre o verdadeiro problema estrutural: A exploração da mais-valia.

O mundo não mudou desde que o primeiro a se achar dono demarcou. Somos os moradores da caverna. Propagandas pseudo-revolucionárias nos atraem, mas são traidoras.

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