Amar.
Amar sem prender, sem esperar algo em troca. Amar sem exigências, sem cobranças. Amar sem ressentimentos, sem palavras entaladas na garganta. Amar sem reservas, sem medo. Amar sem assuntos mal resolvidos, sem carinho dado pela metade. Seja família, amigo ou namorado, sempre amar verdadeiramente. Com entusiasmo, de todo o coração. Amar para aprender a amar.
Ter fé.
Em Deus, na vida, nas pessoas. Ter fé que as coisas podem mudar, que amanhã pode ser um dia melhor. Ter fé na honestidade do ser humano, no sorriso oferecido por um rosto cansado. Ter fé nos desígnios divinos, nos sinais sutilmente revelados a cada dia. Ter fé nas escolhas realizadas, nos caminhos percorridos. Ter fé para viver, enfrentar, superar.
Esperar.
Exercitar a tão escassa paciência. Entender que há hora para sorrir e para chorar. Esperar o momento certo, a oportunidade ideal. Entender que cada um tem sua história (e não tem problema se a minha for diferente). Entender que é preciso perseverar naquilo que se quer. Esperar para falar, para ter, para ir e para voltar.
Ser independente.
Não ser prisioneiro daquilo que esperam de você. Ir além. Recuar quando necessário. Fugir dos padrões. Criar sua própria identidade. Não esperar que sintam pena de você, que curem suas feridas, que resolvam seus problemas. Sempre levantar e seguir (os bons estarão ao seu lado). Nunca deixar que te impeçam de realizar seus sonhos. Libertar-se.
Valorizar.
Os bons e maus momentos, cada um tem sua parcela de aprendizado. Parar de achar a grama do vizinho mais verde e valorizar o que você tem. Sua família, que não é mais ou menos perfeita que as outras. Seus verdadeiros amigos, que temperam a vida quando ela está sem sabor. Você mesmo, seu corpo, sua personalidade, suas escolhas.
Estar vivo é diferente de viver.
Espero que eu tenha aprendido muito mais antes dos trinta.
E dos quarenta. Quem sabe até dos noventa.
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