“Adeus, prazer em conhecê-lo!”, disse ela ao bater a porta sem intenção alguma de voltar. Era apenas mais uma daquelas garotas perdidas, fáceis, que você paga uma bebida e instantaneamente garante uma noite de prazer. Sexo sem amor. Relacionamento sem fundamento. Vazio. Carnal. Então eu me pergunto: será que as pessoas já viram em que estão se tornando?
Namoros são descartáveis. Casamentos se dissolvem tão facilmente quanto açúcar em um cafezinho. Toneladas de seres humanos são jogadas fora todos os dias. Brigas, traição, divórcio. E o “até que a morte nos separe”, onde fica? Desde quando é errado dizer “eu te amo”? Por que valorizar alguém virou motivo de vergonha? E quanto à gentileza, as mãos dadas, os olhos apaixonados e as cartas de amor?
Sim, amar dói. Amar verdadeiramente machuca. Entregar-se por inteiro exige sacrifícios. No entanto, o que seria de nós sem o amor, o mais nobre dos sentimentos? Ame. Deixe-se ser amado. Machuque-se. Levante-se. Ame novamente. Chore. Jure amor eterno. Sacrifique-se. Entregue-se. Arrependa-se. Peça perdão. Fique longe. Morra de saudade. Volte. Renove-se.
Quem encontra um amigo, encontra um tesouro.
Quem encontra o amor, encontra tudo.
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