‘’Como vou dizer isso pra ele?’’

Se você precisava de um sinal dos céus para fazer um auto-exame nas mamas este texto é um outdoor na tua cara!

Pensa em uma pessoa paranoica? Não sirvo. Eu sou a paranoia em pessoa, principalmente em se tratando de Câncer. Ultimamente, tenho ouvido essa palavra com tanta frequência que até faço sinal da cruz! Brincadeiras a parte. Falando seríssimo, desde os 16 anos descobri ter alguns nódulos nos seios e venho os acompanhando, o que não exclui o fato de que fico meio grilada com eles de vez em quando.

O episódio de hoje aconteceu em uma Clínica de Mastologia, pode até parecer fanfic, mas acredite, não foi. Até gostaria que fosse… Enfim, fui à Clínica em situação de urgência pois estava sentindo dores estranhas nos seios há algumas semanas (isso, semanas, eu procrastinei). Sabendo da seriedade do fato e no quanto já havia adiado, fui lá ver. Mas antes, fiz jejum, orei, pedi a Deus perdão/socorro e que recebesse minha alma caso eu morresse, pensei até em corte de cabelo curto, peruca, mega hair e no quanto ficaria estranha careca.

As 9h já estava sendo atendida. O diagnóstico: ‘’Ibuprofeno 400g conhece? 12 em 12h, são alterações benignas, nada grave! Até mais, bom dia!’’. Respirei fundo. UFA. Paranoia + Dr. Google você já viu né?

Já que tá tudo bem, graças a Deus. Vida que segue…. Já saí pensando numa trilha sonora praiana e que amanhã vou poder curtir um sol, ô glória! Deus é Pai! ATÉ QUE…….

Ouvi vozes ecoando nas escadarias do edifício, ali abaixo do andar que eu estava havia uma mulher chorando alto, desses choros que doem na alma. Estremeci. Alguém não terminaria o dia tão bem quanto eu. Ela dizia: ‘’E agora? Como vou dizer isso pra ele? Moço, meu filho tem só 31 anos e 3 de casado, está com Câncer terminal, e agora? Como vou dizer? Reza por mim! Como não notamos antes? Reza por mim?’’.

Me doeu TANTO ouvir isso que a minha vontade era descer as escadas voando e salvar a vida do filho dessa mulher que nem vi, só ouvi o pranto. Que notícia terrível! Me espichei para ver se conseguia entender de onde vinha as vozes e oferecer ajuda, mas tudo o que consegui ver foi um rapaz sentado na escada, jovem, moreno, dreads, mochila jogada nos degraus, provavelmente devia ser a voz masculina do estranho que eu ouvia tentando consolar a mulher. O mundo deve ter pesado em seus ombros nessa manhã mais do que a mochila.

A cena se desfez e eu não tive tempo de dizer nada. A Senhora também não teve tempo, e daqui pra frente talvez seja menor. O rapaz diagnosticado talvez não terá tempo. Todos nós sem tempo, até para a própria saúde.

Meu relato termina aqui,

sem final feliz.

Só a dura realidade de ‘’um alguém’’ que talvez não curtirá o sol de amanhã como eu pretendo.

Não seja negligente como eu, moça!

Faça auto-exame! Procure um médico! (válido para moços também).

Lições:

Seja grato pela sua saúde e peça a Deus que a abençoe. Não seja negligente com coisas sérias. Ofereça amor e ajuda aos que estão passando por momentos como este.

Textos de referência: {Salmos 50:23, Colossenses 3:17, Salmos 103:2, 1 Tessalonicenses 5:18, Provérbios 3:7–8, Tiago 5:14–15, Isaías 53:4–5, Provérbios 4:20–22}

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