Fé e Fogo

Aquele jeito incalculável de demonstrar o que se sente, a dor correndo arduamente dia após dia, nas veias…
As folhas ainda continuam caindo, e eu ainda não consigo sentir você em mim. Quando foi que ficamos tão distantes? Quando foi que passei a sentir ciúmes da chuva, pelo simples fato dela sentir seu rosto, sua pele em um toque gélido, pedindo por socorro? 
Há coisas que não consigo simplesmente explicar, as lágrimas apenas caem, trazendo a tona todo o amor que senti dentro de mim, todas as borboletas azuis que no meu estomâgo habitaram e todo o tempo em que tive que correr, pra não perdê-lo de vista.
Ser apenas bons amigos, já está fora do meu dicionário faz muito tempo, e aqui dentro do peito, emana fé e fogo, e não existe calma, quando se trata de ter o seu colo, permanecer recostada em seu ombro e correr para o seu abraço, depois da saudade.
Sempre morro comigo mesma,sempre adormeço no ápice da coisa…As músicas,aquelas músicas,me fazem querer abraçá-las e juntá-las numa única só canção,apenas pra descrever o estado vegetativo que me encontro.
Eu sou totalmente fora de órbita,completamente dentro de um drama,e absurdamente incompreensível aos seus olhos. Onde os meus sonhos particulares, se transformam em atómos, e a ebulição já é de casa.
Muito prazer, Letícia onde uma parte de mim é abrigo, e a outra é cansaço.