E vai estar viva até que eu me esqueça

Temendo ser monossilábico
Falou do que não conheceu
Mas foi pego na mentira
E já querendo ser simpático
Se prendeu a aquilo que sempre viveu
Trazendo verdade a moda antiga

Surfando nas paisagens que aparecia
Foi numa casa que ele se perdeu
Tristeza aquilo ser possível uma saída
No papel ela escrevia:“Ele ainda é meu”
Sem saber que ele estava a poucos minutos de lhe cobrar uma despedida

Chorando por tantas paisagens
Em baixo do viaduto que ela se perdeu
Sem luz no fim do túnel ou miragens
Ela tentava ver alguma saída
Oito da manhã e metade do seu mundo se comeu
Sobrando apenas despedidas

Cruzando pelos becos da vida
Foi num bar que ele se rendeu
Ela estava ao alcance da sua vista
O orgulho de si, desprendeu
E a ela, ele fez uma visita
Rindo das desgraça, neles se perderam
Num motel barato que já passou numa revista
Foram pés, bocas e cabelos bagunçados
Eram insegurança, dúvidas e abraços apertados

Eramos apenas duas estradas que se procuravam no fim
E mesmo que tenho sido um amor de uma noite no final
Ela está guardada no melhor pedaço meu que guardo dentro de mim

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