Sobre a teoria da laranja e lebres que falham™

Após tanto aconselhar meus amigos, começo a perceber os problemas que as pessoas tem ao procurar alguém pra se relacionar após um relacionamento longo. A principio se isolam do mundo, reatam ou deixam as amizades mais fortes e ficam tentando mostrar para todos que estão bem, quando na verdade estão quebrados por dentro. Após essa primeira ‘fase’, vem à fase do desapego, a pessoa quer sair e “curtir a vida de solteiro”, quando na verdade o que estão fazendo é só procurar alguma distração ou razão pra não ficar em casa pensando no problema do termino, ali se vê claramente que a pessoa prefere fugir dos problemas ao invés de encara-los.
O que deveria nos ser ensinado é que independente de cooperação, cumplicidade, dedicação, prática e o caralho a quatro, todos nós vamos cair e nos foder em algum ponto da vida. Não importa quão bem você se planeje, se execute e se previna o fracasso vai te perseguir, você pode correr mais do que ele, (a lebre sempre ganhava da tartaruga, e a consequência disso, foi que o excesso de confiança a fez perder). Você pode estar a principio correndo mais que o fracasso, mas esse sentimento de estar sempre ganhado te cega, e mesmo que esteja mais lento, ainda vai achar que esta rápido como sempre, e é ali que o fracasso vai te pegar. Mas isso não é uma coisa intrinsecamente ruim. O problema não é fracassar e sim que as pessoas na atualidade não está sabendo lidar com o próprio fracasso (nem com o fracasso dos outros). De certo modo transformaram a vitória em uma espécie de “religião” onde ele tem que ser vitorioso sempre. Se teve duas lições importantes que eu tive na minha (relativamente curta) vida foram: todo mundo vai cair, saber levantar depois dessa queda e saber dar a mão para o próximo quando ele cair é algo que devemos aprender ainda novos. E que o crescimento que se tem com isso é uma coisa que justifica estarmos aqui na Terra, não essas vitórias falsas que nós mesmo criamos para desperdiçar nosso tempo. Quando digo vitória falsa tomo de exemplo a “corrida” que na maioria das vezes ambos dos lados tem de quem vai superar é o melhor ou menos pior da relação. Quando se tem um fim, não existem melhores ou piores já que ambos perderam tempo, dinheiro e carinho que poderiam ser redirecionados a alguma pessoa que os merecesse. Saia dessa prisão. Após um termino grande parte do povo ainda não percebe que um dos problemas do relacionamento é que muitas pessoas buscam sua metade, esquecendo que deveriam ser inteiras. No começo dos relacionamentos estamos inteiros e procurando uma maneira de expandir isso, íntegros e nos apaixonamos pela liberdade do outro e pela a nossa própria. Após um momento, a outra pessoa vira a nossa "metade da laranja", como se não fossemos inteiros e como se o outro também não fosse. A conta é simples na matemática 1/2 + 1/2 = 1, pessoa inteira + pessoa inteira = 2 pessoas livres, apaixonadas, com sonhos diferentes, mas em dias e lutas comuns. Precisamos entender que as relações não devem ser de preenchimento ou necessidade, você não deve começar a namorar por se sentir vazio e sim por amor pleno e individualidade. Individualidade para saber que nossas vidas fluem e rodam por si e que a vida de outra pessoa também nos impulsiona, nos ajuda e também traz companhia para dividir bons e maus momentos, momentos esses que são muito fartos em nossa existência, mas jamais se deve arrancar a responsabilidade de construirmos, individualmente, o nosso próprio mundo em nós mesmo, bem estar, amor, momentos a sós e acompanhados. Somos e devemos ser os condutores de nossas vidas, o marido, namorado são companhias únicas que apenas devem nos acompanhar em nossas viagens, mas não guiá-las. Você tem duas pernas, use-as para fazer seu próprio caminho.

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