A BUSCA PELO MISTICISMO COMO ALTERNATIVA PARA RELIGIÕES

A alta taxa de informações disponíveis a todos, é imensa. Somos constantemente bombardeados com novas informações e isto — por mais ambíguo que pareça — está contribuindo para a formação de um enorme VAZIO dentro das pessoas.

VAZIO quer dizer ausência, falta de conteúdo, despovoado, cheio de ar. E você pode estar vazio de objetivos, de amor, de vontade, de coragem para recomeçar, para ir, para iniciar. Vazio de você mesmo. Mas o mundo lá fora não está vazio. Está repleto de oportunidades, de festas, de vida, de pessoas, de esportes e lazer, de escolas, de viagens.

Esse vazio eu dividiria em duas origens: Primeiramente, temos O VAZIO DA ALMA: ele é persistente e tentamos suprimi-lo com religiões, filosofias, antidepressivos, calmantes, viagens, futebol, álcool, sexo, maconha, pornografia e tudo mais — mas ele continua lá. Você se esconde atrás de uma “máscara” feliz e sorridente, mas será apenas por fora.

Mas há um segundo vazio. Uma sensação de ABANDONO ESPIRITUAL. E neste contexto é que encontramos as mais diversas formas de preenchimento através do MISTICISMO, uma busca da comunhão com uma verdade espiritual que é realizada por meio de experiências diretas ou intuitivas.

O MISTICISMO CRISTÃO

O Misticismo tem estado presente em todas as épocas da humanidade. O Evangelho e as cartas de João e Colossenses foram escritos para combater o pensamento gnóstico que era cheio de misticismo. O Misticismo está intimamente ligado ao panteísmo (tudo é Deus e Deus é tudo). Nos Estados Unidos houve um movimento chamado Transcendentalismo que foi influenciado pela filosofia Hindu, paralelamente a isso foi fundado o movimento teosófico por Helena (Madame) Blavatsky, escritora russa. Paralelamente surgiu a Ciência Cristã. O que eles tinham em comum? A ideia de que o homem deve desenvolver a sua divindade. Se descobrir o pleno poder que existe dentro deles.

O Misticismo Moderno (ou neopentecostalista) é a mistura de figuras, objetos e símbolos para representarem elementos espirituais. Eles tomam figuras do Antigo e Novo Testamento e as espiritualizam, transformando-as em “proteções” semelhantes às usadas pelas magias pagãs. E deste ato aparecem crentes com fitinhas no braço, com medalhas de símbolos bíblicos, ungindo portas e janelas com azeite, colocando sal ao redor da casa para impedir a entrada de maus espíritos; outros bebem copos de água abençoada, usam óleos consagrados em Jerusalém, guardam gravetos que misteriosamente aparecem brilhando nos montes, ungem roupas para libertar as pessoas e etc.

“Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja”. — John F. MacArthur Jr.

A partir desta citação, enumeremos os “erros” devastadores produzidos pelas religiões cristãs:

ü Por “magia” se entende a prática ritual com a qual “se pretende domesticar os poderes ocultos para pô-los ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo” (Catecismo da Igreja Católica — APUD Padre Angelo Bellon); ü Ora, a Missa Católica É UM RITUAL DE MAGIA BRANCA muito bem caracterizado: Ø Um sacerdote (padre) devidamente paramentado; Ø Um altar; Ø Invocação de um ser espiritrual (espírito santo); Ø Insensação (alguns ainda usam); Ø Cânticos de adoração; Ø Transmutação do pão em carne e do vinho em sangue ü AFINAL, QUEM NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO?

HORUS (EGÍPCIO) 3000 A.C.

Ø Nasceu dia 25 de dezembro;

Ø Nasceu de uma “virgem”, a deusa Ísis-Meri com Osíris;

Ø Nascimento acompanhado por uma estrela a Leste;

Ø Estrela seguida por 3 reis;

Ø Aos 12 anos, era uma criança prodígio;

Ø Batizado aos 30 anos;

Ø Começou seu ministério aos 30;

Ø Tinha 12 discípulos e viajou com eles;

Ø Operou milagres e andou sobre as águas;

Ø Era “chamado” de Filho de Deus, Luz do Mundo, A Verdade, Filho adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, etc;

MITRA (PERSA — ROMANO) 1200 A.C

Ø Nasceu dia 25 de dezembro;

Ø Nasceu de uma virgem;

Ø Teve 12 discípulos;

Ø Praticou milagres;

Ø Morreu crucificado;

Ø Ressuscitou no 3º dia;

Ø Era chamado de “A Verdade”, “A Luz” veio para lavar os pecados da humanidade;

Ø Foi batizado;

Ø Como deus, tinha um “filho”, chamado Zoroastro.

ATTIS (FRÍGIA — ROMA) 1200 A.C.

Ø Nasceu dia 25 de dezembro;

Ø Nasceu de uma virgem;

Ø Foi crucificado, morreu e foi enterrado;

Ø Ressuscitou no 3º dia;

KRISHNA (HINDU — ÍNDIA) 900 A.C

Ø Nasceu dia 25 de dezembro;

Ø Nasceu de uma virgem;

Ø Uma estrela avisou a sua chegada;

Ø Fez milagres;

Ø Após morrer, ressuscitou.

DIONÍSIO (GREGO) 500 A.C

Ø Nasceu de uma virgem;

Ø Foi peregrino (viajante);

Ø Transformou água em vinho;

Ø Chamado de Rei dos reis, Alpha e ômega;

Ø Após a morte, ressuscitou;

Ø Era chamado de “Filho pródigo [sic] de Deus”

A IGREJA CATÓLICA REQUER A PATERNIDADE DO CRISTIANISMO, AFIRMANDO QUE PEDRO FOI O 1º PAPA .

Ø A história revela que o papado foi instituído com fins políticos. O primeiro papa foi Leão I (440–461d.C.) e não Pedro. Como a base dos Cristãos é a Bíblia, ressalta-se que o título de papa não existe na bíblia. O termo usado por Jesus para Pedro é pedra.

Estes são alguns dos equívocos. Agora passemos a problemas mais “sérios”:

FANATISMO RELIGIOSO

Temos assistido a grupos extremistas como Estado Islâmico, o Boko Haram e a Al-Qaeda coordenando ações implacáveis fundamentadas na fé. Mas o Islamismo não é o detentor do monopólio da barbárie, como afirma alguns conservadores. Vejamos algumas atrocidades ao longo da história no gráfico:

E não precisamos ir muito além na história para vermos ironias teológicas. Em Março deste ano, a Igreja Universal do Reino de Deus publicou um vídeo onde milhares de jovens formam um “exercito”, chamando a atenção inclusive do Ministério Publico Federal que abril um inquérito para investigar.

Mas e o MISTICISMO, por que cada vez mais adeptos?

“Por definição natural (e a que eu uso), misticismo é a prática, estudo e aplicação das leis que unem o homem à Natureza e a Deus”.

É mais do que natural que muitos interpretem a palavra misticismo como uma forma de religião, um culto, uma espécie de vida monástica, uma forma de filosofia religiosa ou até alguma outra coisa que ainda nem tenha me passado pela cabeça.

O misticismo e a simplicidade de pensar andam de mãos dadas; o misticismo não é uma moda, uma religião, um culto ou algum tipo de “receita” de como viver a vida em paz. Talvez pela similaridade das palavras “mistério” e “misticismo”, haja uma natural confusão. Até porque o misticismo não trata de resolver “mistérios”, já que qualquer mistério é por si só a ausência de um pensar simples. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que a solução de um problema, está em fazer a pergunta certa?

Voltando ao inicio deste texto — muitos sentem um vazio na alma. Cultuamos uma vida agitada, muita interação — e isso dificulta a caminhada do ser a sua paz interior tão almejada.

O ser humano esqueceu da sua primordial missão que é o pensar. Muitas vezes o que uma pessoa pensa ser o pensar, é na verdade uma coletânea de ideias prontas já dispersas pelo pensamento coletivo humano, ou seja, não há nenhuma reflexão sobre a mesma.

É AI QUE O MISTICISMO ENTRA COM FORÇA TOTAL

O ser místico não necessita usar roupas especiais ou qualquer tipo de adornos (aqueles elaborados) que suscitam à pessoa leiga uma ideia de autoridade. Contudo, é perfeitamente natural que em certas ocasiões e apenas para efeito de simbolismo, a pessoa use alguma vestimenta ou porte algum tipo de objeto. O exemplo mais corriqueiro é o uso de roupas brancas na véspera do ano novo.

É claro que não vão faltar aquelas pessoas que vivem do imaginário alheio e da fragilidade de pessoas, e por isso se passam por “místicos” cheios de pompa, com roupas ricas em simbolismos enigmáticos e um sem número de bugigangas.

O Misticismo vai além da religião tradicional por permitir uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão. O que fere os dogmas das maiores religiões do mundo, pois elimina a figura do intermediário.

“O místico é aquele que aspira a uma união pessoal ou a unidade com o Absoluto, que ele pode chamar de Deus, Cósmico, Mente Universal, Ser Supremo etc. (Lewis, Ralph M)”

Vejamos o que a história dos grandes pensadores, filósofos (trataremos aqui como Místicos do passado) nos deixaram de lição:

“Faz de tua conduta a tua religião”

(Textos Hindus)

“O nosso próprio eu é o mais difícil de dominar.”

(Siddhartha Gautama ‘Buda’ 563 a.c — 483 a.c); 

“Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o Universo e os deuses.”

(Sócrates 469 a.c — 399 a.c)

“O silencio é um amigo que nunca trai”

(Confucio 551 a.C. — 479 a.C) ~C

E finalizamos com a menção de Jesus — “o reino dos céus está dentro de vós”

Estas menções que citei (uma amostra, dentre outros tantas produzidas por místicos do passado) fazem uma alusão a verdadeira sabedoria — aquela que começa NO PRÓPRIO SER — e não naquilo que há ao seu redor.

O Misticismo nos faz compreender que o exterior é apenas o reflexo do que sabemos de nós mesmos. Por isso está cada vez mais sendo adotada esta linha de pensamento como preenchimento do vazio (ou “vazios”) da alma.

Encerro com a seguinte reflexão:

Fontes consultadas:

· FERNANDES, Nathan; TANJI, Thiago. O PAIS DO FANATISMO? GALILEU, São Paulo, Abril 2015, nº 285, p.46–55

· http://www.infoescola.com/religiao/misticismo

· http://dc300.4shared.com/img/9lNJrndm/s7/SIMBOLOS_RELIGIOSOS.jpg

· https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFBLpM51cUXrNdGcyI_wKiZLUAng_-yEeEIKLJw4IxKN4DV0fwKA

· http://gaya.lux.zip.net/

· http://www.napec.org/heresias-igreja/misticism

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