Tudo brilha no Natal, menos você?

O natal por si só evoca confronto e o maior deles é sempre comigo.

E lá no fundo, mesmo que você não queira, o clima de natal lhe oferece a chance de perceber com maior clareza o que o teu coração carrega de mais urgente… reconhecer e queimar as formas do passado que já não servem mais, queimar as palavras ditas e as mal ditas, deixar ir simplesmente… Quanta sabedoria o tempo tem…

É quando a gente se volta mais integral e coloridamente e se pergunta: o que eu fiz e posso fazer por mim mesmo? Abraçando a responsabilidade e refletindo sobre tudo o que eu mereço. Porque o “eu mereço” (tudo incluído) esfrega na cara a (auto) responsabilidade pela realização dos meus sonhos, desejos e anseios. Essa responsabilidade é que faz com que olhemos mais profundamente para dentro de nós mesmos e para as nossas relações com o mundo e deixemos de lado o hábito de encontrar culpados ou justificativas para o fracasso que carregamos.

Assim, a cada passo, vou deixando ir aquilo que eu fazia mais por aprovação do que por vontade própria, e me apropriando mais e mais dos meus valores e da minha vocação, a cada escolha.

Rezo para que as minhas ambições (grandes ou pequenas) deem passos do tamanho das minhas próprias pernas, sem preguiça nem pressa de chegar (pois a vida é a para todos em abundância a cada segundo).

O tempo é de transitoriedade, desapego, consciência, renascimento e transformação. O arcano mostra que é tempo de “morrer” e se confrontar enfim com o fim necessário para que possamos viver com coragem. Agir quando for preciso, parar quando necessário, retroceder quando não é possível seguir em frente. Dar voz ao próprio coração, seguir o caminho da verdade olhando para o outro e para nós mesmos.

Aceitar. Confiar. Abrir-se para a luz.

Voar com as próprias asas. Atrever-se viver.

E nesse encantamento, entre um piscar multi-colorido e outro das luzes de natal é que eu (me ) ilumino, (me) redescubro e descubro que um novo mundo é possível todos os dias dentro de cada um de nós. Sejamos nossa própria criação.

Sejamos luz!

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