Por Clara Kairós

Maria Theresa é Sínamo. De todos os sentidos, é o “sim” e o “amo” que as pessoas esperam ao conhecê-la e não esquecem nunca mais. Dona de um sorriso fácil escondido atrás de roupas escuras e da alma de artista que transborda a cada segundo de seus dedos e palavras ágeis, Maria Theresa é uma jovem escritora, futura jornalista e é o mundo inteiro de uma vez dentro dos olhos castanhos.

Apaixonada pelos livros e ainda mais pela arte da leitura, não é novidade que a conclusão de um pedaço de sua vida tenha esse tema, abrangendo algo ainda mais intrigante (como seu olhar de lua nova): a mulher no cenário atual da literatura nacional, e a mulher no modernismo. Sendo mulher e sendo sempre tomada pela aventura da escrita, Maria pretende não só encantar com suas ideias e ideais, mas mostrar que é mulher como foi Lygia, Cecília, Rachel, Adélia e como são tantas hoje em dia. E é mulher que escreve e ama, o que pode até ser considerado redundância.

Ao falar sobre literatura, o leque de oportunidades abre como a imaginação da autora sobre a qual falo, e revela não apenas as clássicas da história brasileira, mas também Juana, Isabela, Cris, Val, Nana e Clara, novidades no cenário literário que dão o tom de poesia e prosa para seu trabalho, que de arte já tem muito. A simetria das palavras encanta a autora e os leitores, que certamente poderão se deliciar ao descobrir nos cantos recônditos de Sínamo uma Maria Theresa diferente a cada página, completa em toda sua incompletude de jovem.

Maria virou amante da arte e não deixou de esconder o fato, resolveu expô-lo finalmente em forma de pesquisa, de paixão e de trabalho para quem quiser se apaixonar como ela se apaixonou por tudo o que se traduz em palavras, pela metalinguagem, pela antítese e pelos paradoxos mais absurdos. Não é paradoxo quando existe a afirmação, no entanto, de que quanto mais o leitor aprecia a obra final, mais dela é feita, pois as palavras que ela tanto ama, como amou Clarisse, renovam-se cada vez que são tocadas por outros lábios e dedos suaves. Cada vez que viram Sínamo.