Manhãs são assim.
Telefone toca e ainda são 8:01. Estou processando o que tenho vontade de comer e minha companheira de trabalho olha o celular repetida vezes em busca de algo novo. Frustrada, ela se lembra de continuar a tirar a cutícula de suas unhas.
Antes disso na noite passada estava eu em uma das minhas crises de ansiedades, angustiado por nada, tentando de alguma maneira me auto resolver colocando 2 dedos e meio e whisky no copo que guardo de longa data. Cada gole ameniza momentaneamente o desespero sem motivo que sinto mas quando o copo seca, voltamos a estaca zero.
Voltando ao telefone que já está em seu quarto toque ignorado por mim deixo para a colega atender e toda prestativa, iniciar com sua boa vontade.
Tudo funciona da seguinte maneira, ali está algo ou qualquer coisa coisa que você tem de fazer, agir ou enfrentar e você se sente paralisado, o tempo passa muito mais rápido e quando há a coragem, já é tarde de mais. Corre atrás do tempo como se fosse o coelho da Alice, a perna fica balançando de uma maneira frenética e… Não deu, perdemos de novo.
Me dei conta da situação quando conversava com um médico, bem velho que mal consegui ouvir quando ele falou que meu problema era, jogar para perder.
Voltei para casa pensando nisso em meio a conversa com a motorista do Uber, senhora com cara de pós meia idade, muito simpática, o que não me deixava muito a vontade com a situação. Queria apenas um caminho de silencio. Mas acabei dando as cinco estrelas merecedoras para a jovem senhora.
Enfim…