A imprensa brasileira precisa parar de nos fazer pagar caro pelos eufemismos nos editoriais. Não se trata mais de “polarização entre esquerda e direita”. A única polarização aqui é entre barbárie e civilidade. Mesmo que queiram fazer um recorte nestes termos, a definição correta é “extrema direita”. Não se trata só de “personalismo”. É fascismo. Não é só “conservadorismo”, é fundamentalismo. Na atual conjuntura, quando finalmente os editores e jornalistas da mídia comercial tiverem coragem de usar palavras como “teocracia”, será proibido.


O serviço de streaming da Disney anexou o aviso “podem conter representações culturais desatualizadas” aos filmes que contêm elementos racistas. Representação cultural “desatualizada” é um eufemismo cretino e deveria ser substituído por uma mensagem mais correta, mas a solução é boa e poderia ser aplicada em outras mídias, como livros.

No Brasil, por exemplo, ajudaria a resolver o debate sobre a obra de Monteiro Lobato, que volta todo o ano na timeline.


Cidades cobertas por fumaça de queimadas logo após uma série de atos e discursos anti-ambientais do presidente. Mais exemplo de causa e efeito, impossível. Exceto para uma parte da população que optou pela ignorância como posição política. A questão não é mais de convencimento ou tentativa de diálogo com a parcela obtusa da sociedade. O que precisamos fazer é saber como proceder APESAR desta parcela. Ignorar os ignorantes e apostar nas próximas gerações. É necessário encarar que a ruptura é uma realidade que foi escancarada e só tem chance de ser superada no futuro. SE os jovens tiverem contato com alguma cultura e filosofia humanista. É nisso que temos que trabalhar. Além de tentar salvar — ou fazer funcionar de verdade — o que restou da República.

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