Não faz ideia de onde certos conceitos medievais foram parar no discurso da sua tia do WhatsApp? Gostaria de entender mais as motivações reacionárias de uma parcela significativa da sociedade brasileira? …

Já pediu algo pelo app hoje, nesse dia gelado? Se não pediu, vai pedir.
Seja comida, remédio ou qualquer outra coisa, quem entrega é um trabalhador, muitas vezes nas piores condições possíveis e sem nenhum direito ou segurança. Por esses motivos, entregadores de todo o país se organizaram em rede…

No dia 8 de março, o Portal Desacato lançou um novo projeto: O JTT Diário — A manhã com dignidade. A partir das 10h o programa é transmitido ao vivo para todos os canais do Desacato um jornal com a participação de diversos comunicadores, correspondentes e colunistas que abordarão os mais variados assuntos. Fui convidado para falar sobre Ciberativismo e Cultura Digital todas as quartas-feiras, às 11 horas.

A partir de hoje passarei a publicar a versão em texto da coluna por aqui também. As anteriores podem ser lidas aqui: http://skarnio.tv/seliganatag.

A imprensa brasileira precisa parar de nos fazer pagar caro pelos eufemismos nos editoriais. Não se trata mais de “polarização entre esquerda e direita”. A única polarização aqui é entre barbárie e civilidade. Mesmo que queiram fazer um recorte nestes termos, a definição correta é “extrema direita”. Não se trata só de “personalismo”. É fascismo. Não é só “conservadorismo”, é fundamentalismo. Na atual conjuntura, quando finalmente os editores e jornalistas da mídia comercial tiverem coragem de usar palavras como “teocracia”, será proibido.

O serviço de streaming da Disney anexou o aviso “podem conter representações culturais desatualizadas” aos filmes que contêm elementos racistas. Representação cultural “desatualizada” é um eufemismo cretino e deveria ser substituído por uma mensagem mais correta, mas a solução é boa e poderia ser aplicada em outras mídias, como livros.

No Brasil, por exemplo, ajudaria a resolver o debate sobre a obra de Monteiro Lobato, que volta todo o ano na timeline.

Cidades cobertas por fumaça de queimadas logo após uma série de atos e discursos anti-ambientais do presidente. Mais exemplo de causa e efeito, impossível. Exceto para uma parte da população que optou pela ignorância como posição política. A questão não é mais de convencimento ou tentativa de diálogo com a parcela obtusa da sociedade. O que precisamos fazer é saber como proceder APESAR desta parcela. Ignorar os ignorantes e apostar nas próximas gerações. É necessário encarar que a ruptura é uma realidade que foi escancarada e só tem chance de ser superada no futuro. SE os jovens tiverem contato com alguma cultura e filosofia humanista. É nisso que temos que trabalhar. Além de tentar salvar — ou fazer funcionar de verdade — o que restou da República.

Thiago Skárnio

Produtor de Links. [https://skarnio.tv]

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