Mudando hábitos e revendo preconceitos

Vamos lá, texto longo. Hoje, dia 13 de outubro, comecei uma dieta e a fazer academia. Contarei aqui as mudanças corporais, de hábitos e de preconceitos nesses 30 dias, mas dividirei por semanas.

Nunca fui saudável. Andei de skate na pré adolescência e parei os 14. Comecei a sair, fumar e beber (uhu) aos 15 e desde então esse foi meu estilo de vida (não tiro a razão de ninguém e, inclusive, melhor estilo). Sempre fiz bullying com coisas fitness, restrições, acadêmicos de academia e qualquer coisa que julgasse meu hábito de gostar de drogas (até açúcar é droga, então não enche o saco).

Só que aí... Fiquei doente. A vida ficou chata, difícil. Combo de remédios, consultas e diagnósticos errados, inchaço, depressão, estresse. Nada parecia “funfar”. Na última visita a alergologista, me foi passada restrições até que meu corpo estivesse limpo para os exames. Nunca consegui fazer os exames, pois sempre as vésperas eu tinha crises. Alergias são pioradas por estresse e fortes emoções, de modo geral. Minha vida é muito emocionante, sou a Dora Aventureira da família,e tudo acontece de maneira dramática.

Percebi, enfim, melhoras simbólicas durante os dias em que eu respeitava a dieta. Consegui me livrar de grandes vícios, como excesso de sal e açúcar, diminui o álcool e, misteriosamente, parei de fumar há duas semana. Simplesmente o cigarro parou de me dar o prazer que dava.

Também não estava muito feliz com o meu corpo. Não houve mudanças drásticas de peso, mas o inchaço me incomodou. Cortei o anticoncepcional também.

Nos dias em que caminhei, me senti bem. Nos dias em que não comi nada fora da dieta da alergologista, me senti bem, mas sabia que nada disso duraria. Pós viagem, em setembro, tive as piores crises. Muita urticária, manchas, descamação, inchaço, pele vermelha (todo o corpo). Eu pensei que ia morrer de vermelho. Todos os caminhos me levavam a isso, não fui imbuída, foi o óbvio. Me sinto bem com essa decisão hoje, se amanhã ou mês que vem eu mudar de ideia, tudo bem. Somos mutáveis.

Dia 1

A melhor comparação que encontrei sobre fazer academia é a seguinte: É como fuder direitinho. Quando você faz com gosto é cansativo, algumas coisas doem, mas no final todo mundo fica feliz (ou deveria). Hahaha, sério.

Doeu os joelhos, os ombros, deu umas molezas, mas não é aquela coisa mortal e insuportável não. É até bom. Fui muito bem instruída, só não alisaram (facilitaram) em nada. Foi quase uma hora e meia de exercícios. Gostei. Sobre a dieta, a Whole30, que consegue ser mais restritiva que a minha para alergia, é boa, certeira. Dietas não são boas ideias a longo prazo, reeducação sim, e a Whole traz isso.

Acabei não escrevendo todo dia, mas vou fazer esse resumo da semana. 
No segundo dia eu continuei na dieta e fiz exercícios dos posteriores, que para mim são: braços. Foi horrível, muito. Meus braços doíam tanto que até digitar era difícil.
A academia abre pela manhã aos sábados e eu não funciono legal de manhã, logo não tive forçar pra ir e meu corpo doía tanto que eu não encontrei motivos pra ir e não fui. A dieta continua firme forte no domingo também. 
Segunda, terça, quarta e hoje, quinta, foi suave demais. Academia doí, mas não dá para morrer e a dieta tem seguido bem. Em um desses dias eu quis muito comer doce e descobri uma maravilha de receita chamada sorbet, que é basicamente a fruta apenas. No caso foi banana e foi lindo.

Academia doí, mas não dá para morrer e a dieta tem seguido bem. Em um desses dias eu quis muito comer doce e descobri uma maravilha de receita chamada sorbet, que é apenas com a fruta. No caso foi banana e foi lindo. Acredito que os detalhes da dieta pouco importam, o maior aprendizado são dois: respeitar seu corpo e as diferenças das pessoas. Como disse lá em cima, eu sempre tirei onda desse "grupo no pain, no gain", mas nesses poucos dias já venho mudando de ideia. Primeiro por ser muito difícil ter auto controle, no caso da dieta, e segundo por ser também difícil manter o foco para fazer exercícios. Seja por estética ou saúde, não é condenável, até por que quem eu sou para julgar o outro? É bem básico isso, mas não colocamos em prática.
Já fui julgada por alguns por estar entrando nessa, mas o bem estar que sinto está acima disso e tenho me sentido muito bem. Continuarei.

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