Texto sem nome, inspirado pela música de Thomas Pradeau.

“Meus olhos se fecharam na décima primeira frase iniciada com teu nome. Foste, tão longe, não alcanço. Arde esta pele que tocaste, um dia, outrora; tão longe e perto tu continuas dia após dia. Presente ausência, ausente presença; beije-me outra vez e faça de Paris um lugar para habitar, não mais um deserto para morrer. Suave sorriso que deste quando caminhaste ao meu lado na madrugada outonal, é o que almejo para continuar existindo. Se pudesses lerias, do meu silêncio às minhas palavras amassadas; o que sinto é, também, falta do que poderíamos ter vivido após aquela noite, se não tiveste perdido as tuas asas e caído, como um demônio expulso do céu. Afastaste-te de mim, fazendo do mais subtil som o ruído ensurdecedor da minha melancolia. Perdi-te e me deixei perder desde então. Os pedaços ensanguentados de meu coração em cada fechar de olhos, e em cada frase iniciada com teu nome.”

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