Reformas de Temer são combustível para a desigualdade

O Brasil é um país desigual em um mundo desigual. Vocês sabem, oito pessoas concentram a mesma riqueza de metade da população, como apontou a ONG Oxfam no relatório “Uma economia para os 99%”. O estudo mostra várias ações e políticas que contribuem pra aumentar essa desigualdade. Grande parte delas é exatamente o projeto que Temer está implementando no país.

O neoliberalismo é o que dá nome a essas políticas que estão em curso e é apontado pelo estudo como a causa fundamental da desigualdade crescente no mundo. As privatizações, por exemplo, excluem os mais pobres, principalmente as mulheres.

A reforma trabalhista de Temer, a interrupção da política de valorização do salário mínimo, a Reforma da Previdência e outras medidas já em curso vão aprofundar ainda mais essa disparidade.

O relatório mostra o arrocho salarial, a precarização e a redução do poder de barganha dos trabalhadores em negociações coletivas como impulsionadores da desigualdade. É praticamente um resumo do texto da reforma trabalhista de Temer.

Mas não para por aí. A Reforma Trabalhista é o que vai trazer impacto mais imediato na qualidade de vida das pessoas, mas outras medidas vão contribuir diretamente para aprofundar a desigualdade no médio e longo prazo, como a Reforma da Previdência, que vai trazer consequências importantes também na disparidade de gênero.

De um modo geral, as mulheres têm menos chances de participar do mercado de trabalho e ganham menos que os homens, o que tende a piorar em situações de recessão, já que elas têm trabalhos mais precários e uma jornada maior. Mas as mudanças na Previdência vão desconsiderar essa diferença ao igualar a idade de aposentadoria de homens e mulheres, como se as condições de vida fossem iguais. A tendência é que o fosso aumente e a desigualdade se torne cada vez mais evidente.

Outra causa importante da desigualdade é a evasão fiscal, ou seja, isenções fiscais e sonegação, que beneficiam as grandes empresas e os grandes empresários em detrimento dos trabalhadores. É a ausência do Estado no seu papel de regulador das atividades econômicas para garantir uma justa competição e condições dignas de trabalho e de vida para a maioria. É mais um caminho que o governo Temer, apoiado pelos grandes empresários, já vem sinalizando.

Não é à toa que esse projeto não foi escolhido pela população: as pessoas sabiam que com ele a vida iria piorar.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated soalutategarante’s story.