Terceirização gera emprego? A gente mostra que não!

Alguns setores da sociedade afirmam que a terceirização ampla, geral e irrestrita vai gerar empregos. Mas isso não faz sentido. As empresas que atuam como intermediadoras de mão de obra não desenvolvem suas próprias atividades produtivas, elas apenas servem como fornecedoras de funcionários para aquelas que contratam seus serviços. Onde está, então, a criação de empregos?

O Ministério Público do Trabalho (MPT) analisou quatro projetos de lei sobre a terceirização, em tramitação no Congresso Nacional e rejeitou completa ou parcialmente todos eles.

Entre as várias conclusões sobre os danos que a aprovação desses projetos podem causar está a de que a medida pode “converter milhões de empregos diretos em terceirizados, com a precarização inerente a essa forma de contratação”.

Afinal, terceirizados ganham menos, têm jornadas mais longas, menos direitos e sofrem mais acidentes de trabalho do que funcionários contratados diretamente.

Se tem alguém que ainda não se convenceu de que a terceirização é ruim, os promotores do MPT mostram o exemplo do que aconteceu no México. Após a regulamentação da terceirização no país, em 2012, não houve redução das taxas de desemprego.

O advogado mexicano Eugênio Narcia Tovar, assessor de diversas entidades sindicais mexicanas, afirma que a terceirização destruiu o sistema de trabalho do país. O mais grave, segundo ele, é que a medida acabou com a responsabilidade solidária da empresa que contrata os terceirizados, ou seja ela não é mais diretamente responsabilizada pelo que acontece com esses trabalhadores, como acontecia no passado.

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