Dinheiro, impacto e investimento social: como alavancar cada vez mais impacto positivo no mundo?

Social Good Brasil
Oct 30, 2019 · 4 min read

Durante o Festival SGB, painel sobre o tema “dinheiro e impacto” debateu como indivíduos e organizações podem investir em transformação social por meio do uso de dados e tecnologias.

Painel do Festival SGB 2019: Dinheiro e Impacto: qual a nova fronteira de investimento social no mundo para alavancar cada vez mais impacto positivo? | Foto: José Somensi

por Bianca Escrich

Diante dos desafios complexos que enfrentamos, torna-se ainda mais urgente e necessário aliar as habilidades humanas à tecnologia para desenvolver inovações pensadas para garantir nossa sobrevivência na era das tecnologias exponenciais.

É fato que a tecnologia é considerada uma ferramenta fundamental para promover o desenvolvimento social de maneira eficiente e sustentável. Mas, apesar da Inteligência artificial, Big Data e outras soluções estarem avançando em ritmo acelerado — impactando diversos segmentos e gerando consequências profundas na sociedade — somente os seres humanos têm a capacidade de criar inovações de impacto positivo.

Durante o Festival SGB, José Marcelo Zacchi, secretário-geral da Associação dos Investidores Sociais do Brasil (GIFE), mediou o painel sobre o tema “Dinheiro e Impacto” para debater como indivíduos e organizações podem investir em transformação social por meio do uso de dados e tecnologias.

José Marcelo Zacchi, secretário-geral do GIFE. | Foto: José Somensi

O painel reuniu ainda representantes de organizações que realizam investimentos sociais, como o Instituto Humanize, Instituto de Cidadania Empresarial e Serasa Experian. O bate-papo, então, foi com quem está fazendo investimentos sociais: onde estão fluindo mais recursos de dinheiro e de dados, e principalmente, como conquistá-los para desenvolvimento de projetos com alto potencial de impacto social e ambiental no Brasil. Na oportunidade, os convidados puderam apresentar iniciativas de investimento social capazes de impactar positivamente a vida de milhares de pessoas.

A importância dos dados e da tecnologia para obter recursos a negócios de impacto social

A cultura orientada a dados tem sido adotada com sucesso em grandes empresas de todo o mundo. É uma forma de inovação também pode ser utilizada para contribuir na resolução de problemas sociais complexos, como educação, saúde, desigualdade, entre outros. Ao transformar dados em inteligência, organizações e negócios de impacto social conseguem obter recursos de fonte pública ou privada para investimento no desenvolvimento de soluções disruptivas; assim, deixam de depender, exclusivamente, de repasses governamentais ou filantropia para impactar positivamente a sociedade, visando também ao lucro a partir de um modelo de negócio autossustentável.

Painel sobre dinheiro e impacto social no Festival SGB 2019. | Foto: José Somensi

Apesar do entusiasmo e força de vontade de empreendedores sociais, ainda existe um abismo entre o potencial das informações orientadas por dados e seu uso real para ajudar a resolver problemas sociais. Por esse motivo, várias agências governamentais e organizações sem fins lucrativos estão unindo esforços para ampliar o repasse voluntário de recursos privados por empresas, fundações, institutos ou indivíduos de forma planejada, monitorada e sistemática para projetos sociais, ambientais, culturais e científicos de interesse público.

Durante o painel, Gláucia Macedo — Gerente de Gestão Pública do Instituto Humanize — reforçou a necessidade de implementar a cultura de RH no setor público para alocação de pessoas por competências e, assim, ajudar a qualificar a gestão pública. Ela também acredita que a aliança estratégica do Estado e terceiro setor é a chave para alavancar investimentos de impacto social.

Gláucia Macedo, gerente de gestão pública do Instituto Humanize. | Foto: José Somensi

Outra participante do painel, Célia Cruz — diretora executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) — , revelou como a instituição com cerca de 20 anos de atuação tem conseguido alavancar investimentos sociais privados em negócios de impacto por meio de programas de aceleração. Atualmente, o ICE conta com 60 empresários e investidores trabalhando para fortalecer o ecossistema de investimentos e negócios de impacto socioambiental positivo.

“Em parceria com empresários e investidores, estamos ajudando a construir um ecossistema de negócios de impacto. Ao fazer isso, o capital privado mobilizado a investimentos tradicionais é repassado a negócios de impacto”, revela.

Célia Cruz, diretora-executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). | Foto: José Somensi

Andréa S. Regina — Gerente Executiva de Sustentabilidade Corporativa da Serasa Experian — destacou a responsabilidade ambiental empresarial que todas as empresas devem adotar para que seja possível criar um novo modelo de crescimento sustentável. “Não podemos ignorar que o atual modelo de competição do mercado é insustentável do ponto de vista social e ambiental. Por esse motivo, o novo modelo que temos que adotar tem que ser colaborativo”.

Andréa S. Regina, gerente-executiva de sustentabilidade corporativa da Serasa Experian. | Foto: José Somensi

Ao final do painel, Zacchi evidenciou o importante papel do Festival SGB em conectar os diversos atores envolvidos no enfrentamento de problemas sociais e ambientais com o propósito de usar a tecnologia com cooperação para o bem da sociedade como um todo.

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Acreditamos em uma sociedade mais humana na qual a tecnologia serve para o bem comum.

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