O primeiro Setênio do Social Good Brasil e a coragem para continuar mudando

Social Good Brasil
Oct 15, 2019 · 6 min read

Por Carol Andrade, cofundadora e conselheira do SGB

Foto: Fernando Willadino

O Social Good Brasil está fazendo 7 anos de vida. Para mim, foram 7 anos liderando esta organização, da fundação à estruturação, passando por várias reinvenções e inovações. Eu tenho muita gratidão de poder trabalhar com tanto propósito, com pessoas tão amadas e uma sensação de dever de entregar ao mundo tudo o que recebi.

Na minha história, o início do Social Good Brasil foi em um café da manhã em final de 2011 no ICom em que Fernanda e Lucia compartilhavam o que elas tinham vivido no Social Good Summit em Nova Iorque. Em novembro de 2012, um ano depois, estávamos lançando-o em um grande evento para mais de mil pessoas. Deste momento em diante tenho enorme gratidão a mentoria e inspiração da Fernanda e Lucia. Mulheres estratégicas e que me ensinaram muito sobre sonhar grande e acreditar no sonho, no projeto, em mim, em nós.

Foto: arquivo do SGB

Olhando para trás, vejo como nessa época 2011–2012 foi um período em que vários projetos incríveis pautados em um novo DNA conectado surgiram também. Nascemos de um movimento global a partir das novas mídias e a emergência do seu poder nas nossas mãos, disponíveis para sermos protagonistas em escala. Todo esse universo do poder das campanhas digitais era novo e deslumbrante. Pra mim, é incrível ter feito parte desta história, e perceber de forma prática como uma massa crítica de inovações sociais surgiram e se consolidaram no Brasil.

O primeiro parceiro que acreditou no Social Good Brasil quando éramos um powerpoint foi a Fundação telefônica Vivo. E a relação de parceria, troca e transparência radical continua até hoje. Quanta gratidão! Em seguida contamos com o Instituto C&A, outro parceiro incrível que tenho grande admiração, e o Instituto Humanize, organização com quem aprendi e aprendo a cada dia como atuar em colaboração radical. Nesta jornada pude conhecer e aprender com parceiros, voluntários, empreendedores sociais, mentores, fellows e participantes dos festivais, parte de uma comunidade com alma, com coração, com desejo de mudança, e que se renova a cada ano, com mais pessoas se somando a grande comunidade do Social Good Brasil. A todas estas pessoas corajosas que fazem parte desta comunidade SGB tenho enorme gratidão por tanto que me ensinaram e me inspiraram tanto.

Hoje somos 18 mil pessoas-participantes presenciais nos diversos programas, uma comunidade digital de mais de 160 mil pessoas e muitos parceiros engajados incríveis. Temos 2 prêmios, fomos destaque na pesquisa de tendências de inovação da WGSN, inúmeras mídias espontâneas e convites para falarmos em eventos pelo SGB. Do começar do zero construímos juntos uma organização relevante no cenário nacional e internacional de inovação e tecnologia para impacto social positivo.

Foto: Fernando Willadino

E claro, não poderia deixar de mencionar a família que é a nossa equipe do Social Good Brasil. Nada é perfeito, tivemos muitas dificuldades ao longo deste caminho, e que nos fizeram crescer e amadurecer. Mas eu sei (nós sabemos) que há uma sinergia muito especial e que nunca vivi em lugar algum antes. A gente é transparente e horizontal de um jeito que permite a cada um ser seu melhor. Passaram e fazem parte da equipe pessoas que ensinaram muito, elas sabem que são especiais para mim. Obrigada Ciça (em especial a essa pessoa formidável que foi esteve ao meu lado desde 2013), Bruno Evangelista, Silvinha, Bruka, Drê, Oli, Carla, Mariel, Cris, Bibi, Cae, Karol, Tiago, Renato, Bruno Cheuiche, Bá, Ana Maria, Ana Paula, Bruninha, Cami, Gui, Cintya, Helena, Ilana, Ric, Marcela, Fabinho, Michel, Catia, Nayara, Van e Pati. E um obrigada especial a maravilhosa equipe do ICom: Anderson, Mari, Renata e Aline, que contribuíram tanto com o SGB.

Foto: Ana Paula Santos | Save The Love

O Social Good Brasil é parte de mim, dos meus valores, da minha crença da necessidade de um mundo mais humano. Acreditamos que a tecnologia tem sombra assim como luz, e esta sombra é bem negativa, como o discurso de ódio e a manipulação de pessoas com seus dados e fake news, que reflete o estágio de consciência da nossa sociedade. Mas justamente por isso, que atuamos na luz para que possamos transformar com ambientes que conectam várias tribos diferentes por um mundo bem mais humano: participam a galera da tecnologia, dos movimentos ativistas, do empreendedorismo social, Governo e o mundo corporativo. Todas estas tribos juntas com um toque essencial de diversidade (que na verdade reflete nossa real brasilidade, negra, indígena e mulher) fazem a diferença.

Eu sinto e esse sentimento se reforça a cada programa, sendo ele o Festival, o Laboratório, o Movimento Data for Good ou os Fellows, que estamos a serviço de uma construção e uma cura da sociedade. Para quem já participou em um dos programas irá me entender melhor. Mas se você quiser compreender um pouco do que estou falando segue o vídeo do SGB de 2018

O primeiro setênio, segundo a antroposofia, é quando cortamos o vínculo com as nossas mães e passamos a construir nossa própria personalidade. E é sobre isso também este texto, para compartilhar minha transição, minha mudança. Este ano foi justamente o ano que busquei uma nova Diretora-Executiva para me substituir na organização, me permitindo iniciar um novo momento pessoal e profissional. Para mim, foi mais um ato de coragem na minha vida, entre tantos. Coragem para mudar de novo, e eu ouvi este chamado, dando mais um passo na minha maturidade profissional. Eu continuo como conselheira voluntária da organização em um papel de co-fundadora e +Social Good Advisor (comunidade global do +Social Good liderado pela Fundação das Nações Unidas). E neste momento estou também como Senior Advisor fazendo projetos especiais do Social Good Brasil para parceiros e apoiando a criação das novas metodologias de inteligência de dados para impacto social que permeiam diversas frentes do Social Good Brasil.

Eu tinha mesmo esta visão de que o Social Good Brasil continuaria liderado por uma mulher. Tenho muito orgulho das mulheres que o fundaram e o estruturaram. Nossa nova Diretora-Executiva é Ana, uma mulher empreendedora e entusiasmada com o mundo da tecnologia para impacto social. Obrigada, Ana, por topar esta jornada conosco, que sejam muitos anos pela frente!

Foto: Ana Paula Santos | Save The Love

E o que desejo para o SGB? Eu desejo que a gente cresça em maturidade na nossa nova onda de inovação em inteligência de dados para impacto social, na construção de uma sociedade mais humana e em gente, para que mais e mais pessoas possam vivenciar esperança e coragem em um mundo bem mais justo e sustentável.

“A coragem é contagiosa. Toda vez que escolhemos coragem, fazemos com que todos que nos rodeiam sejam um pouco melhor e o mundo um pouco mais valente”. Brené Brown.

Social Good Brasil

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Acreditamos em uma sociedade mais humana na qual a tecnologia serve para o bem comum.

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