As aventuras de uma criança filha única nos anos 90: Parte I

Com o dia das crianças, relembrei da minha infância.

Nasci em 1990. Em 1994, minha mãe passou no mestrado em Bauru, interior de São Paulo, então nos mudamos para lá. O mestrado virou doutorado e 
moramos até os anos 2000. Foram os melhores anos da minha vida.

Eu vivi em livros mais que eu vivi em qualquer outro lugar.

Quando conto sobre meus dias em Bauru, sobre ser filha única e ter como família apenas minha mãe, que trabalhava e estudava exaustivamente, as pessoas acham que minha infância foi, de alguma maneira, solitária. Não foi, ou ao menos não de uma maneira ruim. Eu nunca me senti sozinha por não ter irmãos ou primos por perto quando era criança: eu ganhava muitos livros e na esquina de casa havia uma video locadora e essas eram minhas duas grandes vitórias da infância.

Crianças frequentemente imitam seus pais, e imitar minha mãe significava passar horas olhando palavras escritas em livros. Então, enquanto minha mãe estudava, eu lia. E ela estudava muito, o que significa que eu li muito.

Uma infância sem livros não é infância. É como ser privado de um lugar encantado onde você pode ir e encontrar o tipo mais raro de alegria.

Quando as histórias chegavam ao fim, minha cabeça inquieta ocupava as noites de insônia (que começaram muito cedo) com novas histórias, minhas histórias, minhas aventuras.

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