Nos dois últimos anos

O mundo está cheio de más pessoas. Nos últimos dois anos tenho-me apercebido disso mais e mais. É uma percentagem muito pequena aquela que na realidade tem bom fundo e que se interessa genuinamente pelos outros sem procurar algo em troca. É uma percentagem muito pequena aquela que não guarda rancor e consegue perdoar aqueles que um dia as magoaram de alguma forma. Uma percentagem muito pequena aqueles que conseguem avançar. Nestes últimos dois anos, e foco-me neles porque nunca passei por tantas mudanças como neste período de tempo, tive também o privilégio de conhecer pessoas que hoje tomo como exemplo, em particular uma delas que se tornou para mim família. Nunca antes conheci alguém com tão bom coração, tão especial.

Este ser nasceu e desenvolveu a capacidade natural de ver e acreditar no potencial dos outros à sua volta, mesmo quando eles próprios não vêem nem acreditam. Capacidade de ajudar em tudo o que é preciso, mesmo quando já é demais. Capacidade de largar o que magoou e avançar, perdoar. Capacidade de te fazer ver mais além, de te levantar, descobrir o teu rumo. Estar ou sentirmo-nos perdidos não dá razão à desistência. Dá sim lugar à oportunidade de nos conhecermos melhor e encontrarmos o nosso real eu e o nosso verdadeiro percurso.

Conheci alguém nestes últimos dois anos cuja inteligência não vem de livros ou de uma educação que só fomenta a formatação em massa decadente de uma geração, mas sim de vivência e de erros. Erros que levaram a afinar a sua bússola até chegar a bom porto. E apesar de ainda não saber qual o porto certo para atracar, continua a lutar para lá chegar e isso levou já a longe. Positivismo comedido, em vez de uma atitude derrotista. Opiniões fortes e um talento que não é possível conter.

Pessoas assim mudam vidas. Mudam o mundo. Têm impacto positivo no caminho de outros. Tornam tudo melhor. Trazem esperança a quem se sente derrotado. Pessoas assim tornam o mundo melhor.