escrever parece com não morrer

um texto me toma de assalto. corro atrás de algo que não me façam perder as palavras que nem eu mesma sei quais são - "pelo amor de deus, serve até um guardanapo!" 
a verdade é que nunca sei onde vai parar até a caneta parar. se me perguntares o que quero escrever ou porque saí correndo tão subitamente, a resposta mais sincera é que não sei.
tenho teorias, e a que mais gosto é de que escrevo para respirar. acho que se não escrevesse me afogaria no meu próprio mar violento de palavras. deixar de escrever seria deixar de me expressar.

e deixar de me expressar não mais... 
então, não me importa se as ondas quebram repetidamente ou se me deparo com a calmaria - escrevo.

respiro fundo. 
sei que tô viva.

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