o passar das páginas

é uma nova vibração;
é uma nova ambientação;
o coração começou a pular já no prólogo.

as páginas são escritas calmamente. diferente de outras histórias, o público não clama para a mão do escritor parar de trabalhar. não esperam ansiosamente a pena pousar e o fim ser anunciado.

sentaram, deram um sorriso e aceitaram. ao abrir a boca, declararam o mesmo veredito: “manda brasa. lasca a ripa… eu quero ver o desfecho! mas tenha cuidado… há muito mais até do que você pode ver”

e como uma personagem principal inconsequente, se jogou de cabeça. piscou um plot twist novo aconteceu! e agora, o que a mocinha vai fazer?

mas algo deve ser dito: essa história é moderna, não tem vilões.

existem plot twists e contratempos e cliffhangers, mas o único impedimento real são as protagonistas: elas conduzem.

é uma narrativa cruel: ninguém quer decidir. e onde está esse bendito escritor quando as mocinhas estão cansadas de fazer escolhas por elas mesmas?

“dá um empurrãozinho!”, elas disseram. 
o silêncio foi a resposta.

se olharam como não olharam pra outra pessoa há um tempo. olharam dentro da alma. decidiram juntas.

toda história tem um fim, 
mas que essa faça parte de um calhamaço.

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