Sobre a Impermanência e o Vôo da Essência

O Universo se move e nós nos movemos junto dele. 
Mas claro, nem sempre notamos os rodopiares da vida.
Por vezes nos pegamos cegos e insensíveis frente às transformações ao nosso redor. Muitas vezes, sequer conseguimos perceber nossas próprias transformações, por estarmos tão focados em qualquer coisa menos importante que nossa própria existência, inconscientes de nossa própria natureza cíclica.
Outras vezes, preferimos manter as coisas como estão por medo de abraçar o desconhecido e as incertezas que acompanham as mudanças.
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Quantas vezes nos acorrentamos a pedras por medo da altura que nossas asas poderiam alcançar voando, se nos soltássemos delas? 
É exatamente isso que fazemos com nossos potenciais quando nos prendemos à ilusão de segurança da permanência, do que está estático.
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Quão irônico é termos asas para voar mas escolhermos ficar com os 
pés presos no chão, limitando nosso dom de voar e impedindo de termos a visão da linda paisagem do Todo? 
Voar não é cair! Voar é sim se aventurar, mas também é aprender a aterrizar, a estabilizar o vôo e ter a vista privilegiada Daquele que está acima.
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Precisamos reaprender que há segurança nesse vôo também! 
A mudança é uma medida de segurança concedida pelo Universo para que nós possamos, de fato, encontrar o caminho da felicidade através da confiança com aquilo que ele nos convida a experenciar.
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Se engana quem pensa que ter segurança na vida é fixar-se 
numa escolha, numa filosofia, numa rotina, numa opinião.
Segurança é confiar na ciranda da vida e dançar de olhos fechados no olho do furacão interior, na certeza de que o que for necessário, cairá à nossa volta quando o caos findar. 
É aceitar que essa ventania leve com ela todas as nossas máscaras, certo de que mesmo sem elas, ainda seremos quem realmente somos em nosso cerne, pois a única coisa que permanece em nosso núcleo é a pura Luz Essencial. 
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Nada permanece como era um segundo atrás.
A lei da impermanência é implacável!
Tudo vibra, se move e se transforma. Tudo está passível a transformar-se na melhor versão de si. 
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Por isso te convido a dançar ao ritmo da impermanência e deixar que as suas 
camadas de roupagens densas caiam, até surgir o brilhante, leve e alegre rastro de sua Luz, em um eterno e fluido movimento. Bem-vindo ao sagrado ciclo da evolução! — Sollarä