Carta para uma saudade que passou

Senti saudade de você. Procurei você em cada canto da casa, em cada conversa em qualquer rede social, em qualquer pessoa que me atraía pela rua. Mas em nenhum lugar te encontrei, a não ser aqui dentro de mim. Juro que eu eu não queria te encontrar, te achei por aqui e foi culpa do acaso, foi em uma dessas conversas rasas com desconhecidos que eu tento conhecer desesperadamente, em busca de novas paixões que possam soterrar o que senti por ti. Você sabe, eu nunca desisti de me apaixonar e amar, por mais que as decepções tenham me consumido por diversas vezes. E você sabe, porque ainda habita dentro de mim, dentro do meu peito ou da lágrima que escorre agora pelo meu rosto às 00:57 da última sexta-feira do mês de julho, ao pensar que você está perto, mas ao mesmo tempo tão longe. Longe onde o teu sertão não alcança o meu mar, mas mesmo assim perto porque sinto que o meu amor ainda te toca, todos os dias e todas as noites, em que a gente poderia passar horas no telefone falando sobre a nossa vidinha mais ou menos e imaginando como seria a nossa vida juntos, invés disso deixei o vazio que agora te veste nesse inverno. Hoje você se surpreenderia se visse o quanto mudei, o quanto insisti na arte tanto quanto persisti no cigarro. Talvez com isso não se surpreenderia tanto, por saber que a minha morte parcelada se deu com a tua partida marcada, sem beijo, sem adeus e sem melancolia. Mesmo assim o que sobrou dos nós de nós foi só saudade que só eu sinto, saudade do que a gente não viveu e nunca iremos ou iríamos viver por mais que continuássemos a planejar.

Nosso plano nunca daria certo, assim como o nosso amor, nossa vida juntos e esse texto.

Ainda bem.

P.S.: a saudade acabou, assim como as lágrimas param de escorrer às 1:50h de uma sexta -feira qualquer.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.