Obrigada

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Lembro-me das vezes que te tive em meu colo, na minha cama arrumada, na minha vida bagunçada. Eu te fazia cafuné, conversávamos sobre nossos dias, sobre coisas que tínhamos pra fazer mas adiaríamos porque queríamos continuar exatamente alí, naquela cama, naquele conforto, naquele momento.

Eu te plantei nos meus dias, te reguei até quando não precisava, porque para mim todo cuidado era pouco. Eu me segurava em você, habitava em teus braços, me sentia mais viva vivendo ao teu lado. Como numa crônica de Caio Fernando de Abreu, até o trágico era tragicamente bonito ao teu lado. Nossas brigas apareciam para mostrar que nem tudo é perfeito, para lembrar-nos de nossas falhas e concertarmos juntos para aprendermos juntos a sermos conscientemente imperfeitos e não deixarmos de ser um par.

A gente nunca deixou de ser um par mesmo depois do fim. No barzinho com os nossos amigos quando falamos a mesma palavra ao mesmo tempo e a nossa brincadeira interna de “pegar no preto” toda vez que isso acontece. Mesmo distante me vejo refletida em seus olhos quando fala algo que é especial pra nós dois. Não precisa negar, porque eu também não nego que o mesmo acontece comigo.

Tudo em você é tão simples, tão bonito que merece ser lembrado com precisão e afeto, cuidado e carinho. E eu continuo te regando na minha memória, na minha vida e no meu coração. Acredito de verdade que as coisas boas permanecem e quero que você permaneça como uma das coisas mais lindas e benéficas que já me aconteceu. Obrigada por ter marcado a minha vida e ter me iluminado com tua luz tão singular. Tu é do tipo de amor que todo mundo merece sentir pelo menos uma vez na vida. Tu é amor da cabeça aos pés.