
A síndrome do nada
uma hipótese sobre a futilidade
Quantas vezes eu já me peguei fazendo coisas que eu mesmo julgo desnecessárias, simplesmente pelo prazer de estar fazendo algo? Já perdi as contas. E sempre que penso nisso, vejo que o ser humano é capaz de fazer coisas que ele mesmo abomina só para sentir que está fazendo alguma coisa.
Tudo isso nos leva a pensar em futilidade. A futilidade é a raiz disso tudo, no momento em que você deixa de fazer algo útil para olhar aquele perfil de humor no Twitter em que a pessoa escreve tudo errado para parecer engraçado, ou para comentar sobre aquela novela no Facebook — mesmo que você nem assista.
E isso — quando eu percebo que estou fazendo algo desnecessário — sempre me leva a fazer uma mesma pergunta:
O que isso vai acrescentar na minha vida?
Eu, na minha humilde ignorância, penso que está pergunta deve ser adotada como um lema de vida. Um exemplo a ser seguido. Qualquer pessoa que se parar em algum momento e perguntar “opa, o que isso vai mudar na minha vida?” com certeza vai ter uma visão diferente sobre aquilo. Procurará algo útil, que traga conhecimento, acrescente algum valor importante, mude sua opinião sobre algo. Faça você crescer.
Isso não quer dizer que eu não faça algo inútil. Eu faço, muito. É a síndrome do NãoFazerNada. Quando você não tem nada para fazer, você não vai pensar se o que você está prestes a começar é algo útil ou não, você vai simplesmente começar. Pelo simples fato de não fazer nada.
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