
Você já ouviu falar em exterogestação?
O ser humano nasce indefeso, carente e imaturo comparado aos outros animais, e por causa disso depende visceralmente de outro ser humano para sobreviver. O que quero dizer é que o tempo de gestação, seja esta a termo ou não, ainda não é o suficiente para o bebê sair dando tchauzinho e sorrindo para as pessoas, ele simplesmente sai de um lugar onde tem sossego, aconchego, conforto, calor, som e luz agradáveis, e adentra outro completamente diferente, é lançado no caos, cheio de luz,câmera…AÇÃO!
Agora esclareço o termo exterogestação. É seu quarto trimestre, ou melhor, os três primeiros meses de vida fora do útero, período de adaptação ao mundo externo. Esse período requer cuidados, paciência, muita dedicação e amor! O que o bebê tem ao nascer e que não precisa de ajuda são, simplesmente, respiração e digestão. Para todo o resto ele precisa de uma mãozinha. Ele vai desenvolver suas habilidades pós nascimento aos poucos, o que explica muitas vezes a ocorrência do choro inconsolável. Muitas vezes esse choro não significa manha ou rebeldia, mas sim…’quero me sentir amparado, protegido, acalentado!’.
A maturidade do seu sistema nervoso central, imunológico, auditivo, digestório e visual vai ocorrer até seu primeiro ano de vida, por conta dos estímulos que somente acontecem no meio ambiente. O que pode ser feito por eles como forma de carinho, amor e compreensão para que se acalmem, são algumas técnicas descobertas por pessoas competentes e que surtem excelentes resultados.
Vamos a elas:
O aconchego, ah!!! Como é importante…e essa necessidade do contato físico perdura. Os bebês estavam agarradinhos e aconchegados dentro do útero, e agora querem a mesma condição do lado de fora…. lógico, precisam se sentir protegidos.
O contato pele a pele, que diga-se de passagem deve ter início na sala de parto (sempre que possível), é uma das soluções silenciosas de muitos conflitos, distúrbios ou problemas que podem surgir no futuro. O ato de amamentar, além de tudo de bom já sabido por todos, também promove esse contato, que é essencial.
O abraço, o beijo e o carinho também são atitudes de extrema importância.
Fazer charutinho embrulhando o bebê num tecido macio e maleável o conforta. Deixá-lo de lado no seu braço com o rostinho apoiado em sua mão também.
Ah! E as cólicas, que uns sofrem tanto e outros menos?
Como dizem alguns especialistas competentes e sensíveis, elas dependem do manejo, ou melhor, de como os pais lidam com a questão (lado emocional), e também, claro, do amadurecimento do sistema digestório, pois a flora intestinal está em formação.
Tudo é uma questão de adaptação, mas pode ser conduzida de forma leve, racional e amorosa, como todos os bebês merecem.
Muita calma nessa hora!!!
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