pavio

consome lentamente
degenerando a matéria
a mente se guarda só

doses homeopáticas de sono
embalam os dias não acordados
mais se parecem pesadelos

as pálpebras permanecem caídas
algumas sensações chegam atrasadas
e finjo que vivo, finjo que sinto

a vela quase se apaga
continua queimando a si mesma
enquanto o pavio conduz
a própria destruição

não acredita em seu propósito
tampouco sua luz é real

ela não tem luz própria
na real, ela carrega o fogo alheio
e vive sempre no anseio
de perde-se em solidão

até apagar-se

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