Zézin das Pulgas

Zé colecionava pulgas debaixo do tapete
Catava do seu próprio couro e jogava lá
Ao léu

Certa vez, as pulgas conversaram entre si
e decidiram fazer uma limpeza naquela bagunça
Tinha toda hora um morador novo
Nunca se sabia quem era quem

Todo mundo parecido
até que chegou uma pulga grande,
meio cabeluda as pampas

As pulguinhas, inquietas como eram
tentaram explicar pro inquilino
que o tapete não era mágico, tampouco voador
nem tinha espaço para intrusos como ele

Logo na vez de Zé
quem queria se juntar a sua coleção
fora expulso pelas colecionadas

compra um tapete novo, Zé 
nele há de caber tu sozinho