Em cada quadro eu enquadro

a miséria infinita do cotidiano

Em um repertório interminável

De fins e meios

Intermitente eu seu corpo mal acabado

De poeta que não se vê poeta

de poesia que não se trata de poesia

Mas sim de cansaço

e sono; das mesmices

dos bares

das cervejas quentes

Do que dizem ser juventude

e crescimento alheio

à qualquer pudor

Mas trata-se do

que não é dito mas é sempre pensado

em cada compasso na superfície

do moral.

Na moralina de Nietzsche

que nem mesmo soletro

está encarcado

Todos sabem do que se trata

mas todos enganam e ignóbeis

deixam de lado

A juventude não é transviada

não

é engradada e vendida

para consumo diário.

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