O ser humano é a formiga do mundo

Me assusto com medo das árvores que são maiores do que eu. Quase todas elas são e as que não são, em breve serão ou já estão mortas.
Alimento medo das pedras que um dia foram maiores e que hoje são mais fortes que eu. Medo das flores que são menores e menos fortes mas bastante mais bonitas e sublimes que eu.
Tenho medo do lixo produzido por mim e que, por descuido, passa agora diante dos meus olhos num balé de plástico e vento. Infinito lixo que vagará pela minha eternidade nos campos e pastos e rios e mares que o destino lhe propuser. E o vento que carregará o lixo, e os campos e pastos, e rios e mares em que o lixo entrará e sairá;
todos eles são maiores e mais infinitos que eu e que os meus infinitos.

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