Menos ódio, mais amor.

Existe quem odeie azeitona. Outros odeiam cebola. Tem gente que odeia banana. Eu conheço uma pessoa que tem aversão por comidas com “textura cremosa”. Tem quem odeie milho. Até o inofensivo palmito, que não tem gosto de nada, consegue fazer inimigos. Isso sem mencionar a uva passa, que talvez seja a que mais inspire ódio, principalmente escondida na farofa.

Outro dia queriam me convencer a provar aquela cebola gigante do Outback com a justificativa de que não parecia cebola. Ué, se não parece cebola, não tem sentido eu provar para mostrar que talvez eu possa gostar de cebola! E tem ainda quem fale: “você não gosta disso porque não provou o que eu faço”. Gente, o problema não é quem faz a comida, não é nada pessoal. Portanto, nada contra você em particular, meu amigo, que faz aquela dobradinha incrível receita da sua avó.

Bom, mas o que seriam das histórias de ódio sem as histórias de amor? E essa história verdadeira aconteceu recentemente em um aniversário. Depois de cantar os parabéns, uma pessoa se aproxima do bolo para discretamente roubar as “cerejas”. Não aquelas de verdade, as de confeito mesmo, que eu odeio. Insensível ao momento, tento acabar com aquele encanto quase infantil: “você sabe que isso não é cereja, é chuchu tingido de vermelho, né?” E a pessoa me responde com um sorriso: “eu sei, eu sei… mas eu AMO mesmo assim”. Ah… o amor…