Olhar de soslaio
Olá!
Meu nome é Nathalia
E aqui é onde eu busco aprofundar olhares de soslaio.
Já faz mais de um ano, eu lancei pra Erin o desejo de expandir trocas e diálogos com base no meu meio favorito de ver o mundo: a Fotografia.
Protelei, até não poder mais, fazer o desejo ser. Mas a vida acontece e aconteceu que na semana passada o Soslaios se tornou real: foi acolhido pelo Amma (essa associação sem fins lucrativos, que existe em minha cidade natal, Pirassununga-SP, e oferece, desde 1997, suporte a crianças e jovens de famílias em situação de vulnerabilidade, risco social e pessoal, através de ações totalmente gratuitas, visando prevenir situações de risco e garantir a permanência das mesmas no sistema educacional — lindo demais), tive que me envolver e correr pra lançar o Projeto na rede e deixar ele crescer.
Então vou explicar pra vocês como é isso.
O Soslaios chegou no Amma porque eu fui descobrindo que Fotografia é um ótimo jeito para falar de coisas que vão além da Fotografia,
e que são maiores e mais importantes que imagem.
Um Fotografia-como-uma-desculpa-pra-abordar-todas-as-outras-coisas! — pra falar do que se é, e de como se está no mundo, e de como se relacionar com o outro; pra saber que tudo parte de um ponto de vista, e que pontos de vista são apenas um fragmento de visão — uma escolha — , e que cada um tem direito à sua (e que isso precisa ser respeitado), mas também que é possível criar qualquer visão e contar qualquer história a partir dela.
É disso que Soslaios se ocupa: de ver
e não só ver: de entender o que estamos vendo, e o que tem a ver o que vemos com o que enxergamos (e a diferença entre uma coisa e outra).
E o por quê desse nome “Soslaios” — aliás, sabe o que é isso de “soslaio”?
É um viés, um relance.
Cabe muito num relance — em apenas 13 milissegundos o cérebro decifra uma imagem (e não precisa nem de foco, nem de detalhe pra isso). Mas pra decifrar o que significa precisa de mais que isso.
A Fotografia foi uma revolução. Mudou o que sabemos e o que fazemos no mundo. É uma ferramenta usada universalmente, mas não é uma linguagem universal e deve ser aprendida. É isso que eu quero propor — que a gente reflita, e se deixe refletir, sobre Fotografia.
O desejo é que a gente saia daqui sem nunca mais olhar de soslaio pra nada. Enxergando tudo profunda e pessoalmente
— até as imagens!

