Aceite a sua loucura e a do próximo

“Se não percebemos o pequeno grão de loucura em uma pessoa, não podemos amá-la. Se não percebemos seu ponto de demência, não a entendemos. O ponto de demência de alguém é a fonte de seu charme.” Gilles Deleuze

Li está frase em um livro dias atrás e, desde então, tenho pensado muito sobre isso. A realidade é que tenho pensando muito sobre muitas coisas, o que piora às noites de sono. Desde o começo do ano a insônia está na minha cola — e sim eu já tentei de tudo.

De volta, a citação.

Talvez o que mais nos atraía em outra pessoa é algo que enxergamos em nós — e muitas vezes não queremos admitir — , seja uma qualidade ou um defeito. Essa ideia faz sentido quando analisamos a forma como nos aproximamos de outras pessoas ou como amizades são feitas. Por vezes, falamos em interesse em comum, o que pode ser também, não vamos tirar essa hipótese da mesa. Deixa ela de lado por um momento. Pense que é algo muito maior que nos une aos outros. Quem sabe a nossa própria a loucura.

Porque às vezes a gente vê essa loucura no próximo e acha que se o ajudarmos, se estivermos lá para ele teremos reciprocidade e também, lá no fundo, estaremos nos ajudando. Encontraremos a solução do mundo. O que é uma das maiores mentiras da vida, já que o ideal é aceitar o outro, ter empatia e estar lado a lado. No meu ponto de vista, isto vale mais do que resolver o problema da pessoa. É estar ali para ela, se importar.

O que não pode é menosprezamos os nossos sentimentos e, muito menos, se apoiar em alguém ou a um relacioção para conduzir a nossa vida. Não podemos nos basear no próximo e deixar o que sentimos em segundo plano, porque pensamos que o outro precisa mais do que você ou porque você está na busca de "consertá-lo".

O que funciona é caminhar junto, estar presente, pensar em cada um como uma pessoa e como essa dinâmica funciona junto — ou não. Mais do que tentar resolver o problema da outra pessoa, é necessário tentar entender e aceitar você e ela.

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