Grito de silêncio

Há tanta coisa que eu queria escrever, há tanto na minha cabeça que sinto que vou sufocar em pensamentos, como se um saco plástico estivesse prendendo a minha cara. Tenho vontade de preencher essa folha com o amor que tenho reprimindo aqui dentro — e às vezes tenho vontade de gritar coisas que a sociedade não vai entender. Mas a única coisa que saí do meu corpo são lágrimas, muitas delas — até molham a camiseta que visto.

Sei que parece uma dose de drama excessivo, mas juro que não é! Afinal, é muito ruim admitir a nossa vulnerabilidade. Expor que sou fraca chega a doer, porque por muito tempo me fiz de forte, mesmo quando só restavam meus pedaços quebrados no chão.

As pessoas dizem que devo admitir minha tristeza, viver meu luto — mas não encaro os acontecimentos recentes como um luto por diversas razões, e uma delas já é ter vivido esse sentimento de perda antes, mas também porque a pessoa está viva lá no canto dela, sei que ela respira e, acima de tudo, que não me ama mais.

No entanto, vivo derramando lágrimas por um amor perdido, que só vive no meu peito, porque a minha mente tenta deixar sentimento para trás a todo custo. Pobre dessa coitada que falha miseravelmente ao buscar esquecer, se acalmar e, ainda, tentar encontrar alternativas para consertar este coração partido.

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