O amor romântico é um desperdício
Querê-lo bem não foi suficiente para que me quisesse de volta, o romantismo é alegórico, adereçando adjetivos, pintando você pra mim como eu quero e não como é. Um retrato pode ser tão pouco fiel quanto uma boa cópia, sem dimensões, além das que imagino, meus olhos e cérebro é que me enganam bem, projetando falsas verdades numa imagem plana.
Replico objeções ao romantismo que já me ajudou a sobreviver nesse mundo insano, admito, e que hoje não traz mais sentido aos meus sentimentos aflorados. Sou flor que quase desabrocha, mal faz sol, mal chove, mal sombreia e eu mal floreio, quase morro.
Não se vive de ilusão, mais que de sonhos.
Rejeição é travessa quente na mesa, você queima o braço antes como previsão e depois a comida fumegante chega a queimar a língua e a garganta, parece que é pra sempre. Engolir quente a verdade, é tarefa pros fortes, mal acredito, sou fraco.
O amor romântico é um desperdício. Floreia caminhos que não existem, cria personagens inacessíveis, desperdiça tempo real em sonhos ruins, a mentira é ruim, a ilusão é um pouco mentira, o romantismo é de todo ilusão e assim por conseguinte.
Adianto, todo romantismo é falso. Sejamos verdadeiros, admitimos que no amor romântico, gostamos mesmo é de uma verdadeira mentira.
