Soprou-se!

A vida é um sopro. Eu poderia finalizar minha mensagem por aqui. Sabe aquele lance de “Carpe Diem”, então, é clichê mas é mais verídico do que qualquer auto-ajuda. Geralmente, não nos damos conta de como a vida é sim algo de valor imensurável. E quando digo isso, não me refiro só a nossa vida mas a vida dos nosso irmãos de planeta.

O mundo anda cada vez mais ranzinza e apressado. Nada que se encontra no presente é bom o suficiente quanto o que idealizamos que haverá no futuro ou nada é tão bom quanto algo que já foi e hoje mora no passado. Vivemos em uma constante vontade de viver a vida ao máximo e ao mesmo tempo imploramos para que ela simplesmente tenha fim. No fundo, ninguém crê que vai morrer a qualquer momento, simplesmente temos essa sensação de que conosco nada pode de maneira banal ou inesperada tirar nossas vidas.

Não irei ser ingênua e leviana a ponto de não considerar o caso das pessoas que possuem doenças psicologias nas quais viver e existir por si só é doloroso demais. Essas pessoas possuem um motivo real pelo qual acreditam que a morte talvez seja o recurso pelo qual se encontrará paz. Mas cabe a nós, que não sofremos de nenhum transtorno psicológico tentar facilitar e tornar a vida de quem tem como fardo apenas o ato de existir uma caminhada mais florida. Eu vejo que as pessoas estão cada vez mais obcecadas em serem pessimistas ou reclamarem de qualquer tipo de filosofia de vida que mostre que podemos sim ter uma vida bela.

Não estou dizendo que não haverão dias ruins, dias de puro desanimo, dias de conta bancária zerada ou dias em que acordar parece não ter sido uma boa ideia mas sim, que poderíamos tentar meios que nos facilite a lidar com esse turbilhão de sentimentos e acontecimentos que nos acontece. A vida é um sopro. Repito. Enquanto apostamos no futuro como lugar no qual seremos felizes não nos damos conta de que ele possa não chegar. Ou quando torcemos para que o fim chegue, nos assustamos se essa ideia subjetiva de um hora para outra começa a se manifestar de maneira real em nossas vidas.

Queremos ser felizes mas não buscamos a felicidade. Ou reduzimos quem busca de maneira incansável tornar os dias melhores através de pensamentos mais limpos a meras pessoas chatas e otimistas. Chegamos em um momento no qual ser otimista é sinônimo de ser chato. Debochamos do amigo que segue uma filosofia que diz para praticar a gratidão, não levamos fé na meditação e achamos um porre quem escolhe encarar a vida de uma maneira mais leve. Acredito que no fundo, temos medo de um dia descobrir que a vida pode ser mais leve e mais bonita. Medo de olhar para trás e ver que poderíamos desde o início ter colocado menos problemas no nosso caminho. O tempo não espera nossa tomada de consciência, ele passa cada vez mais ligeiro e nessa corrida eu espero que você não deixe seu último sopro passar sem sentir que tentou ou conseguiu se realizar em algum desses caminhos da vida.