Japoneses descobrem bactéria capaz de “comer” plástico

Um grupo de cientistas japoneses encontrou uma bactéria que consegue desintegrar o Poli (Tereftalato de Etileno), ou PET, plástico usado nas embalagens de bebidas e também na indústria têxtil.

Central de triagem mecanizada — Loga (São Paulo)

Na pesquisa, publicada neste mês pela revista Science, os cientistas da Universidade de Keio, em Tóquio, descobriram que, em lotes de PET contaminados, a Ideonella sakaiensis é capaz de produzir duas substâncias que a permitem “comer” esse tipo de plástico.

A bactéria expele a primeira substância no PET, transformando-o em um material que pode ser ingerido por ela. Com uma segunda substância existente dentro da própria bactéria, ela digere o material nos dois componentes básicos do plástico, que são derivados do petróleo e podem ser usados como fonte de energia. Assim, o PET original desaparece completamente da natureza.

O que torna essa descoberta importante é o fato de esse processo de desintegração ocorrer em pouquíssimo tempo. O PET leva décadas para se desfazer, mas as enzimas produzidas por essa bactéria são capazes de fazer isso em apenas seis semanas.

Atualmente são produzidas no mundo 50 milhões de toneladas anuais de PET, aproximadamente 16% do total de plásticos fabricados. Esse material, quando não reciclado, polui o ambiente, sobretudo o solo e a água. Na cidade de São Paulo, os plásticos representam mais da metade dos materiais recolhidos pela coleta seletiva.

Apesar da descoberta, a desintegração não representa necessariamente uma melhor alternativa de manejo para o PET. Por seu potencial de reaproveitamento, a separação e reciclagem desse material é a opção mais eficiente para geração de matéria-prima de baixo impacto ambiental. Portanto, as lixeiras de recicláveis continuam sendo o melhor destino para nossas garrafas plásticas.

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