vinte e nove de agosto de dois mil e dezoito

Bruno Antunes
Aug 31, 2018 · 1 min read

“Gosto de mãos” eu te disse

Da forma que teu toque leve percorre as estradas da minha pele e encontra meus pontos fracos.

“Gosto de ombros” você me falou

E eu percebi que você admirava a cratera das minhas clavículas.

“Queria segurar tua mão” eu te disse

E então meus dedos entraram em meio aos seus, como um casal que dança sozinho em meio a um salão atraindo olhares alheios — e foi mais do que eu esperava.

“Queria deitar no teu ombro” você me falou

E lá você repousou sua cabeça na esperança de sucumbir teus pensamentos ruins.

E em meio aquela situação

Você olha a janela da minha alma

Quase implorando

Me sussurrando “não dorme”

Naquele momento, no meio do nada

Eu me senti vivo

Obrigado