vinte e nove de agosto de dois mil e dezoito
Aug 31, 2018 · 1 min read
“Gosto de mãos” eu te disse
Da forma que teu toque leve percorre as estradas da minha pele e encontra meus pontos fracos.
“Gosto de ombros” você me falou
E eu percebi que você admirava a cratera das minhas clavículas.
“Queria segurar tua mão” eu te disse
E então meus dedos entraram em meio aos seus, como um casal que dança sozinho em meio a um salão atraindo olhares alheios — e foi mais do que eu esperava.
“Queria deitar no teu ombro” você me falou
E lá você repousou sua cabeça na esperança de sucumbir teus pensamentos ruins.
E em meio aquela situação
Você olha a janela da minha alma
Quase implorando
Me sussurrando “não dorme”
Naquele momento, no meio do nada
Eu me senti vivo
Obrigado
