Uma mão gelada esmaga minh’alma, faz o coração bater mais rápido, a mão suar, o corpo tremer e a lágrima brotar.

Em cima de mim há um peso que me prensa ao colchão, prende meus membros, me incapacita e rouba de mim quem eu já fui e quem eu deveria ser. Não mais me recordo de quem fui, não mais me recordo de quem achava que seria.

Uma voz escura sussurra tudo o que é medo e o que não é medo ao pé do ouvido, faz a aura em minha visão se tornar macabra.

O amanhã me alcança e a agonia do hoje me esmaga.

Não há mais voz, não há mais luta. A força se esvaiu e a vontade foi roubada. Já não há mais nada que faça-me tentar, já não há mais nada além de submissão.

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