Dessa vez não é sobre amor.

É sobre dor.

Eu me sinto muito sozinha, como se ninguém que está ao meu redor se importasse comigo, sei que dois entre dez se importam. Sempre fui invisível e venho aceitando isso, sou facilmente esquecida e substituída.

Ninguém que está ao meu redor sabe o quão complexa sou. Pareço ser brisa leve, enquanto isso sou temporal. Pareço ser sempre feliz, otimista e radiante, enquanto escondo a tristeza, me forço a pensar positivo para ajudar aos outros que estão próximos e faço piada para esquecer tudo o que há de errado.

Nem meus pais me conhecem, acham que ainda sou a mesma menina de um ano atrás, já mudei milhares de vezes só de ontem para hoje.

Eu não sei mais o que fazer perdida nesse emaranhado de fios soltos que sou. Busco ser compreendida, quero alguém que o faça sem sentir obrigação.

Tenho sentido na pele e na alma o que é a solidão sem estar sozinho, estou rodeada por um grupo de amigos-colegas que não me conhece, sou solitária entre eles. Os mesmos, só me leem quando escrevo no papel um simples texto ou a tentativa de uma poesia, não sabem ler meus olhos, expressões e gestos. Estou solitária.

Sobre o amor, que jamais deixarei de falar, nem que seja indiretamente; sempre que o encontro, perco, deixo ir, ninguém que eu amo entende a complexidade que há no meu ser, ninguém nunca sabe lidar com isso, logo vão embora e deixam mais um vazio.

Estou tentando através de palavras mostrar o que há em mim, falo, escrevo, grito; e nada sai, ninguém irá compreender assim, minhas palavras são manchadas com lágrimas no papel e minha fala e meu grito estão sendo abafados pelo medo que há na minha alma.

Eu necessito de ajuda e de alguém que me entenda e queira entender. Estou solitária.