Singelo desconforto é estar em tua presença, sua alma é tóxica, e essa toxina mascarada de colônia barata faz-me tontear. Seus dedos brutos apertam a carne de uma inocente mulher, que casou com o monstro que és. Não é culpa dela, surpreendentemente nem sua. Seus olhos pedem perdão, mas teu ódio acumulado controla seus músculos chateados, fechando-lhe o punho e acertando em cheio na primeira coisa que lhe represente ameaça, mesmo que verbal. Você está errado, em todo modo. Estar com você, é pesado, é amargo. Não há poesia em sua dor. É nojento. É desgastante. E, se hoje, prova de teu próprio sangue amargo, teu próprio veneno, provas também de uma dor que não é só tua, mas é de tantos outros também. Se agora, és tratado como uma besta enjaulada em sua própria solidão e escuridão, é porque outrora não fizera esforço para livrar a solidão de tua mulher.

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