Fuçando nos cadernos achei algo interessante. Resultado de uma das conversas que tivemos em algum posto de gasolina (lugarzinho sagrado em éssepê), com suadas heinekens nos fazendo companhia…

<<<Num dia qualquer você desperta com a sensação de que naquelas (poucas) horas de sono, anos de imaturidade foram relacionados numa folha de papel que trás beeem lá no finalzinho o valor total. É nega, chegou a conta!
As baladas, festas e muvucas barulhentas já não tem graça (não que tenham tido muita, no meu caso), você olha pra tudo aquilo e pensa “hmmmm, um ritual de acasalamento acontece nesse local. Incrível não ter nenhum pesquisador do Natgeo aqui!”.

As peças do seu armário crescem em tamanho e diminuem em quantidade. O auge do prazer é estar dentro de roupas confortáveis (de preferência com chinelos nos pés).

Marcas de expressão começam a surgir em seu rosto. Encantadoras dobrinhas se libertam e tornam-se aparentes, denunciando que aquele rosto foi palco de milhares de sorrisos e caretas.

O número de amigos reduz na mesma proporção em que a qualidade das amizades aumenta. E provas surgem de que esses vínculos durarão mais: convites para apadrinhar casais e bebês.

Bebês (sigh)…há alguns anos isso significava pânico numa embalagem de 50cm com cheiro de talco. Hoje essas embalagens fofas representam uma contribuição para o mundo, afinal, quer melhor contribuição do que um cidadão criado com valores (que ame, que cuide, que respeite, que trate bem; as pessoas, os animais, a Terra)?!?!

A palavra “filhos” antes me dava calafrios. Agora também, mas mais do que antes…pois vejo o quão bobas eram as preocupações anteriores em relação às atuais: Como conseguir criar um filho num mundo maluco desses? Qual a melhor forma de educa-los sendo que temos tão poucas horas com eles? Aonde é mesmo aquela creche que oferece yoga, meditação e refeição vegetariana pras crianças?

Ahhh, deixa esse assunto pra lá, não quero perder o sono.

Falando em sono, o café, ahhhh o café (sigh) é mágico. Ele criou um sabor especialmente mais atrativo do que qualquer achocolatado, cerveja ou refrigerante. Não que eu não goste mais de cerveja, muito pelo contrário, ela deixou de ser um problema quando aprendi a usa-la como solução.

Dor de amor não é mais fim do mundo (um dos problemas que solucionei com a cerveja rs), a gente sabe que todos sobrevivem e novos amores surgem.

Por pior que seja seu trabalho, você entende que é ele quem assegura vários dos seus bons momentos. Mas que ainda assim, você pode troca-lo se encontrar algo que o faça mais feliz.>>>

Eh, e eu achando que virei adulta com aquele desconhecido gritando “ow tiiia, pega o pipa pra mim?”…

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